Mundial: com recorde mundial, 4x200 livre do Brasil é ouro

Jovens Luiz Altamir, Fernando Scheffer, Leonardo Santos e Breno Correia fizeram história nesta sexta-feira (15)

Leonardo, Luiz Altamir, Scheffer e Breno CorreiaLeonardo, Luiz Altamir, Scheffer e Breno Correia - Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Um quarteto de jovens, ainda considerados apostas da natação nacional, fez história nesta sexta-feira (14) no Mundial de Piscina Curta de Hangzhou, na China. Luiz Altamir, Fernando Scheffer, Leonardo Santos e Breno Correia não garantiram a primeira medalha de ouro do Brasil na edição 2018 do evento, como quebraram o recorde mundial do revezamento 4x200 metros livre, com o tempo de 6m46s81. O pódio foi completado por Rússia (6m46s84) e China (6m47s53). Leonardo de Deus, embora não tenha nadado a final, compõe a equipe do revezamento brasileiro e participou da eliminatória, quando o Brasil fez apenas o sexto tempo. O quarteto inicial, com Leo de Deus no lugar de Leonardo Santos, completou a prova em 6m58s26.

“Esse título e recorde mundial coloca a gente em evidência, mostrando que a nova geração está chegando. Chegamos para ficar. Estou muito feliz de estar com esses caras aqui. São a nova cara da natação brasileira. Não estamos aqui à toa”, disse Leonardo Santos. “Colocamos nosso nome no papel e não vamos parar por aqui. Nossa meta é chegar a Tóquio (sede olímpica de 2020) para consolidar nosso nome entre os melhores do mundo”, completou Fernando Scheffer.

Luiz Altamir abriu o revezamento na final e entregou para Fernando Scheffer em segundo lugar. Scheffer colocou o Brasil em primeiro e Leonardo Santos, apesar de passar forte, perdeu posições para Rússia e China. Mas o caçula do time, Breno Correa, de 19 anos, fez uma passagem incrível e bateu em primeiro. O jovem também foi responsável por fechar com brilhantismo o revezamento 4x50 metros livre, no primeiro dia do Mundial, quando o Brasil ficou com o bronze.

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“Essa medalha mostra a dedicação de cada um aqui. Nós acordamos cedo, passamos por dificuldades, temos nossa vida em universidades também, suamos, choramos, somos seres humanos como qualquer pessoa e chegar aqui e conseguir levar o nome do Brasil ao topo do pódio é algo inexplicável”, disse Luiz Altamir, o mais emocionado do grupo.

“Nos firmamos no cenário mundial. Todos viram o que a gente pode fazer. Estamos entre os melhores. Agora, um passo de cada vez, vamos em busca do Mundial do ano que vem, depois Jogos Olímpicos, que é o nosso objetivo principal”, finalizou Breno Correia (todos em entrevista ao site oficial da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).

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