Muricy aprova volta do Náutico para os Aflitos

Bicampeão pernambucano, Muricy ganhou novo status no futebol a partir de sua passagem pelo clube, em 2001

Muricy foi técnico do Náutico no início dos anos 2000Muricy foi técnico do Náutico no início dos anos 2000 - Foto: Diego Nigro/Arquivo Folha

Tetracampeão brasileiro, campeão da Libertadores da América e da Recopa Sul-Americana. Títulos por Santos, São Paulo, Internacional e Fluminense. O currículo do ex-treinador Muricy Ramalho é de fazer inveja. Mérito de um trabalho que foi se consolidando ao longo de uma carreira que começou em times menores no interior de São Paulo. Até o dia em que ele aceitou o desafio de comandar o Náutico em 2001. Uma escolha que clube e profissional não se arrependem. Bicampeão pernambucano pelo Timbu, o hoje comentarista esportivo é unanimidade na Rosa e Silva. Respeito que já rendeu várias homenagens. A mais recente será no próximo domingo, no jogo de reabertura dos Aflitos, contra o Newell’s Old Boys/ARG. Um retorno que o alvirrubro Muricy faz questão de enfatizar como histórico.

“O Náutico nunca deveria ter saído de lá. É a casa do clube e a torcida sabe que, jogando no estádio, a pressão é grande. Já vi isso a favor e contra. Essa volta é muito importante e fiquei feliz com o convite para participar do evento. Eu viajo muito e, em todo lugar que vou, encontro alvirrubros que me tratam com carinho. Gosto muito do Náutico e esse respeito fica para sempre”, afirmou.

Muricy tem uma relação de gratidão com o Náutico. Sentimento que o fez abrir mão de dinheiro para ajudar o Timbu. “Na época em que treinei aqui, o clube estava muito mal. Eu me lembro de pedir um preparador físico e a diretoria falar que não tinha dinheiro pra pagar. Tive que bancar do meu bolso. Ajudávamos em alimentação também. O Náutico me devia dinheiro e, nesses casos, a maioria das pessoas procura a Justiça. Mas eu perdoei a dívida para não prejudicá-los. Acabei me tornando conselheiro vitalício do clube. Isso é algo maior do que qualquer quantia”. O treinador ganhou a honraria em 2012, quando esteve nos Aflitos na época em que treinava o Santos, no jogo entre os times pela Série A.

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O primeiro dos dois títulos pernambucanos, conquistado em 2001, veio em um cenário difícil. “O Sport era mais forte economicamente. Tinha mais estrutura e estava perto de ganhar o hexa. Mas nosso grupo se uniu e acreditou no trabalho. Conseguimos o título e entramos para história do clube”, apontou. No jogo de reabertura dos Aflitos, o treinador reencontrará alguns dos atletas que teve oportunidade de comandar, casos de Kuki, Thiago Tubarão, Rafael, Adilson e Wallace. “Vai ser uma homenagem merecida para todos e, principalmente, para Kuki que até hoje está no Náutico”, completou.

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