Museu do Futebol vira sala de aula e palco de diversão

Em funcionamento no Recife até este domingo, "Museu do Futebol na Área" tem atraído estudantes no 1º contato com a história do esporte bretão.

Museu do Futebol chega à última semana no RecifeMuseu do Futebol chega à última semana no Recife - Foto: Paullo Allmeida

Presente na Capital pernambucana desde o dia 25 de abril, a exposição itinerante "Museu do Futebol na Área" surpreende a todos que visitam o espaço situado no novo módulo do Centro Cultural Cais do Sertão. Agita crianças, prende a atenção dos adolescentes e emociona os adultos. Na curta estadia no Recife, já recebeu a visita de cerca de 10 mil pessoas, com esse número devendo aumentar até o próximo domingo (20), quando termina a mostra no Estado.

Leia também:
'Museu do Futebol na Área' em exposição no Recife

Até lá, pernambucanos e turistas poderão conhecer a história do futebol, contada através de diversos artigos e ferramentas interativas. Nos dias de semana, o espaço se transforma em sala de aula, com estudantes e integrantes de projetos sociais estando entre os maiores frequentadores. Ontem, durante visita ao Museu do Futebol, por exemplo, a Folha de Pernambuco registrou a presença do time sub-17 do Sport, levado pelo treinador Sued Lima. “O Sport sempre tenta incluir a molecada nesse projeto. Isso aqui, querendo ou não, é um treino alternativo. Futebol não é só dentro do campo, então estar aqui vale como conhecimento pra esses jovens”, salientou o técnico.

A exposição dispõe de oito módulos: seis já existiam e dois foram adaptados para a Capital pernambucana. Com destaque para a sala “Origens”, que contém fotos antigas e registros de manchete de jornais. Além de ter um documento da primeira partida de futebol feminino, que aconteceu na Inglaterra em 1895.

Mas os espaços mais disputados são os que os visitantes tem a possibilidade de interagir com outros participantes, como o “pebolim” (conhecido pelos pernambucanos como totó) e o campo virtual. Os equipamentos são apreciados até pelos mais velhos. “Eu vim pra passear no museu e imaginei que iria ficar uns 20 minutos. De repente, decidi voltar a minha infância e jogar totó por um tempo”, relatou Gustavo Torres, de 44 anos.

Algumas curiosidades sobre personagens pernambucanos famosos que precisam ser mencionadas. Como por exemplo a do xilógrafo José Francisco Borges, o J. Borges, conhecido internacionalmente não só por sua arte, mas também pelo seu amor ao Náutico.

José tinha a superstição de nunca falar o nome do rival Sport. Contudo, abriu uma exceção nos seus desenhos para seu grande amigo Ariano Suassuna ao presenteá-lo com um desenho rubro-negro. Ariano se referia ao amigo como “melhor xilógrafo brasileiro”. A pedido do museu, J. Borges elaborou uma obra que pode ser conferida próximo a sala “Versus”.

Essa é a primeira vez que a exposição sai de São Paulo, onde está presente há dez anos e já foi visitada por mais de três bilhões de pessoas. Depois do Recife, as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte receberão essa importante enciclopédia do futebol.

Veja também

Bryan valorização trabalho da preparação física no Náutico
Futebol

Bryan valorização trabalho da preparação física no Náutico

Pelé sobre Neymar: 'Sempre fico feliz quando vejo ele jogar bola'
FUTEBOL

Pelé sobre Neymar: 'Sempre fico feliz quando vejo ele jogar bola'