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Na Série C, liderança não é sinônimo de acesso

Apenas cinco dos 12 líderes das edições desde 2012 conseguiram voltar à Série B

Jogadores do Náutico celebrando um dos golsJogadores do Náutico celebrando um dos gols - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O Náutico é o favorito diante do Bragantino, nas quartas de final da Série C. A liderança no Grupo A veio para ratificar a superioridade teórica perante o adversário. Mas a história da terceira divisão mostra que terminar na primeira colocação nem sempre leva ao acesso à Série B.

Pegando como base as edições da Série C a partir de 2012, em que foi adotado o atual modelo de disputa, com 20 times divididos em dois grupos de 10, os números apontam que apenas cinco dos 12 líderes conseguiram o acesso.

O Fortaleza é o maior caso a ser estudado. Hoje na Série B, o Leão acumulou vários fracassos após fazer uma primeira etapa vitoriosa. Os cearenses lideraram o Grupo A em 2012, 2014, 2015 e 2016. Em todas as edições, o time caiu nas quartas de final. Decepções diante de Oeste, Macaé, Brasil de Pelotas e Juventude, respectivamente. No ano passado, finalmente conseguiu o acesso, mas foi apenas o terceiro na fase de grupos.

Macaé (líder do Grupo B em 2012 e 2013) e Tupi (líder do Grupo B em 2014) também não conseguiram o acesso. Santa Cruz (líder do Grupo A em 2013), Londrina (líder do Grupo B em 2015) e Guarani (líder do Grupo B em 2016) quebraram a sina de tropeços e comemoraram o retorno à Série B. O Tricolor foi o campeão da edição, enquanto paranaenses e paulistas ficaram com o vice nos respectivos anos. Na temporada anterior, o caso de maior sucesso: os líderes Sampaio (Grupo A) e São Bento (Grupo B) subiram juntos, caindo apenas na semifinal.

Equilibrado

Decidir o segundo confronto em casa também não traz uma vantagem enorme. O histórico da Série C mostra total equilíbrio no quesito. Das 24 equipes que fizeram a segunda partida das quartas de final em casa, apenas 12 subiram. Foram elas Santa Cruz, Luverdense e Vila Nova, em 2013; CRB e Mogi Mirim, em 2014; Londrina, em 2015; ABC, Guarani e Boa Esporte, em 2016; Sampaio Corrêa São Bento e CSA, todos em 2017.

Os times que fracassaram foram Fortaleza, Luverdense, Macaé e Duque, todos em 2012; Macaé, em 2013; Fortaleza e Tupi, em 2014; Portuguesa e ASA, em 2015; Fortaleza, Portuguesa e ASA, em 2016; Tupi, em 2017.

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