Ter, 16 de Junho

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Náutico acusa presidente do Cuiabá de agressão verbal e promete acionar STJD

Mandatário do clube de Mato Grosso afirmou o Timbu de não permitiu que ele retornasse à cabine em que estava assistindo ao jogo e também criticou o gramado do Esporte da Sorte Aflitos

Cristiano Dresch, presidente do CuiabáCristiano Dresch, presidente do Cuiabá - Foto: Divulgação/Cuiabá

Após o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, criticar o gramado do Esportes da Sorte Aflitos e acusar os dirigentes do Náutico de não permitirem, durante o intervalo da partida entre os clubes pela Série B do Campeonato Brasileiro, que ele retornasse ao local onde acompanhava o confronto, o Timbu publicou uma nota se defendendo das acusações e explicando o contexto do imbróglio entre os dois lados.

Entenda

Dresch concedeu entrevista coletiva após a derrota do Cuiabá por 1x0 para o Náutico. O presidente começou criticando o gramado do estádio. 

“Vocês conhecem o gramado da Arena Pantanal? O Governo de Mato Grosso faz investimento altíssimo. O gramado da Arena é um tapete. Vai jogar num campo desse aqui, meu amigo? A bola quica, o jogador não consegue dominar. Campo fofo, horrível. É um campeonato que um faz sacrifício para pagar salário e o outro não paga, que um faz sacrifício para cuidar de campo e o outro faz de qualquer jeito. Não tem como se preparar para jogar. Você vem aqui para tentar o quê? Para tentar o que dá para fazer. Não dá para a gente estar numa mesma competição, que um força pra caramba para ter um campo perfeito e outro um campo horrível”, reclamou.

Em seguida, o dirigente criticou um pênalti marcado a favor do Náutico, dizendo ter sido “o mais absurdo que eu já viu no futebol”, acusando ainda o Timbu de ter impedido que ele retornasse ao local em que estava assistindo ao jogo após sair do setor durante o intervalo.

"Eu desci do intervalo chateado. Para minha surpresa, eu fui proibido de voltar para a cabine em que eu assistia ao jogo no meio do campo. Eles me fizeram assistir atrás do gol. Liguei para o presidente do Náutico (Bruno Becker) e ele nem teve coragem de atender. Eu não faço esse tipo de papelão. Lá em Cuiabá ele vai ser bem recebido. Sabe por que vai ser bem recebido? Porque eu estou em 2026, não estou em 1970. É preciso ter um pouco de respeito com as pessoas. Lá em Cuiabá a gente trata super bem. Põe no meio do campo, camarote com ar-condicionado, tem comida. Não posso ser tratado da forma que eu fui tratado aqui. Eu não trato ninguém desse jeito", esbravejou.

Defesa

Em nota, o Náutico se defendeu das acusações e explicou o contexto da mudança de local do presidente. “Pouco antes dos 40 minutos da primeira etapa, o dirigente deixou o local por conta própria, sem qualquer comunicação com a equipe responsável pela operação, acessou a área próxima ao vestiário alvirrubro e o banco de reservas, passando a adotar comportamento exaltado, com agressões verbais e desrespeito a profissionais do Náutico e da CBF que atuavam na organização da partida”, apontou.

“Diante da quebra do protocolo previamente estabelecido e visando preservar a segurança da operação - inclusive a do próprio dirigente, já que o retorno exigiria deslocamento em meio à torcida - o Náutico não autorizou seu retorno ao espaço inicial e excepcionalmente concedido, direcionando-o ao camarote destinado à delegação visitante, onde estavam os demais integrantes do Cuiabá. O clube não admite desrespeito a profissionais em pleno exercício de suas funções e tomará as medidas cabíveis no âmbito da Justiça Desportiva para que condutas dessa natureza não voltem a acontecer”. 

Cuiabá rebate

Em nota enviada à reportagem na tarde desta segunda-feira (25), o Cuiabá afirmou que a diretoria "deixou a "cabine" aos 48" do 1º tempo, e não “pouco antes dos 40”, como afirmou o Náutico, acompanhada por seguranças do próprio clube". Ainda segundo o clube, o deslocamento pode ser integralmente comprovado pelas imagens do sistema de CFTV, item obrigatório em competições como a Série B, as quais o Cuiabá requererá oficialmente à CBF e STJD". 

O Dourado ainda pontua que, nos Aflitos, para se deslocar da cabine até o vestiário do visitante, se passa pelo túnel que dá acesso ao gramado, justificando assim ser "um deslocamento operacional" e não uma "invasão". 

O comunicado ainda diz que o presidente do Cuiabá não xingou integrantes do Náutico ou profissionais da CBF, e que o mandatário teria tentado falar, "por duas vezes, com o presidente do Náutico, sr. Bruno Becker, com o objetivo de resolver a situação por meio do diálogo institucional entre dirigentes. Não houve qualquer retorno". 

Matéria atualizada na segunda-feira (25), às 16h30.

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