Náutico chega em "momento despreparado”, diz Roberto
De todas suas passagens pelo Timbu, técnico acredita que esse será o duelo com maior favoritismo para o Leão
O Campeonato Pernambucano não é a competição mais importante que Sport e Náutico terão no ano. Ainda assim, é a única que permite unir clubes que vivem momentos tão distintos. De um lado, o Leão, integrante da Série A. Dono de um elenco mais qualificado, com maior poderio financeiro e investimento incomparável ao rival do estado. Do outro, o Timbu, que disputará a Série C em 2018 e está longe de ter uma saúde econômica. Isso sem falar na reformulação do grupo, com peças de pouco destaque no cenário nacional. O favoritismo é todo do Rubro-Negro. Nesse cenário, o técnico Roberto Fernandes foi taxativo: com quatro passagens pelo Alvirrubro, além de vários embates diante do Leão na história, o confronto da próxima quarta (24), na Arena de Pernambuco, será o de maior desigualdade.
“De todos os clássicos que disputei em Pernambuco, sem sombra de dúvidas esse terá a maior disparidade. Quem quiser achar que é desculpa nossa, basta fazer um exercício de memória. É o momento que o Náutico estará mais despreparado. Não estamos na melhor das condições”, afirmou o treinador.
“Antes tínhamos jogadores mais experientes. Pelo momento de seriedade e realidade de orçamento, temos poucos atletas desse tipo. O último clássico que disputei contra o Sport, em 2011, eu tinha peças tarimbadas como Eduardo Ramos, Elicarlos, Bruno Meneghel e Kieza. Não era somente uma questão de qualidade, mas também o fato de termos jogadores acostumados com pressão”, completou.
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Mesmo diante do adversário teoricamente mais forte do Estadual, Roberto ressaltou que o Náutico precisa corrigir primeiros seus próprios erros antes de pensar no Sport.
“Não podemos olhar o adversário para formar nosso modelo de jogo. Lutamos muito contra nós mesmos, contra a oscilação do time. Às vezes corrigimos uma determinada situação, mas ela volta a aparecer depois. Náutico sempre teve uma vocação ofensiva e eu também. Você pode falar que meus times levam muito gols, mas também fazemos muito. Buscamos uma equipe agressiva, mas sem ser vulnerável”, destacou.12345

