Náutico chega em "momento despreparado”, diz Roberto

De todas suas passagens pelo Timbu, técnico acredita que esse será o duelo com maior favoritismo para o Leão

Treinador citou time de 2011 para lamentar falta de experiência do atual elencoTreinador citou time de 2011 para lamentar falta de experiência do atual elenco - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O Campeonato Pernambucano não é a competição mais importante que Sport e Náutico terão no ano. Ainda assim, é a única que permite unir clubes que vivem momentos tão distintos. De um lado, o Leão, integrante da Série A. Dono de um elenco mais qualificado, com maior poderio financeiro e investimento incomparável ao rival do estado. Do outro, o Timbu, que disputará a Série C em 2018 e está longe de ter uma saúde econômica. Isso sem falar na reformulação do grupo, com peças de pouco destaque no cenário nacional. O favoritismo é todo do Rubro-Negro. Nesse cenário, o técnico Roberto Fernandes foi taxativo: com quatro passagens pelo Alvirrubro, além de vários embates diante do Leão na história, o confronto da próxima quarta (24), na Arena de Pernambuco, será o de maior desigualdade.

“De todos os clássicos que disputei em Pernambuco, sem sombra de dúvidas esse terá a maior disparidade. Quem quiser achar que é desculpa nossa, basta fazer um exercício de memória. É o momento que o Náutico estará mais despreparado. Não estamos na melhor das condições”, afirmou o treinador.

“Antes tínhamos jogadores mais experientes. Pelo momento de seriedade e realidade de orçamento, temos poucos atletas desse tipo. O último clássico que disputei contra o Sport, em 2011, eu tinha peças tarimbadas como Eduardo Ramos, Elicarlos, Bruno Meneghel e Kieza. Não era somente uma questão de qualidade, mas também o fato de termos jogadores acostumados com pressão”, completou.

Leia também:

Breno é regularizado e pode ser relacionado para clássico
Náutico deve ter mudanças na defesa contra Sport

Mesmo diante do adversário teoricamente mais forte do Estadual, Roberto ressaltou que o Náutico precisa corrigir primeiros seus próprios erros antes de pensar no Sport.

“Não podemos olhar o adversário para formar nosso modelo de jogo. Lutamos muito contra nós mesmos, contra a oscilação do time. Às vezes corrigimos uma determinada situação, mas ela volta a aparecer depois. Náutico sempre teve uma vocação ofensiva e eu também. Você pode falar que meus times levam muito gols, mas também fazemos muito. Buscamos uma equipe agressiva, mas sem ser vulnerável”, destacou.12345

Veja também

Polivalente, Célio Santos prega concentração para clássico ante o Sport
Santa Cruz

Polivalente, Célio Santos prega concentração para clássico ante o Sport

Washington Redskins confirma que franquia mudará nome e escudo
Esportes

Washington Redskins confirma que franquia mudará nome e escudo