Náutico e Santa Cruz na gangorra das emoções

Rivais ainda procuram se adaptar às constantes mudanças de projeções do equilibrado Grupo A da Série C. Náutico é o nono colocado, enquanto Santa está em quinto, com 10

Náutico e Santa Cruz ainda não venceram Clássicos das Emoções neste anoNáutico e Santa Cruz ainda não venceram Clássicos das Emoções neste ano - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

G4 e Z2. Blocos distantes na teoria, mas que fazem uma tênue fronteira no Grupo A da Série C. Cada resultado altera as projeções do campeonato. Uma espécie de “gangorra de emoções”, em que ora um clube pode ficar no abismo da zona de rebaixamento, ora pode comemorar sua presença no “Olimpo” dos que se classificam ao mata-mata da competição. Cenários tão diferentes quanto possíveis. “Culpa” do equilíbrio que marca a história da Terceira Divisão. Um mundo em que Náutico e Santa Cruz ainda procuram se adaptar.

A sétima rodada, que tem início no sábado, pode mudar o panorama dos pernambucanos na tabela. O Náutico, por exemplo, pode terminar em sexto, com uma diferença de apenas um ponto para o G4. Isso em caso de vitória. Um tropeço, entretanto, pode colocar o Timbu de volta à lanterna, ficando a três pontos do oitavo colocado. Já o Santa também teu seus modelos de céu e inferno definidos. No primeiro, se derrotar a Juazeirense, a equipe pode ficar até em terceiro na chave. Uma derrota e a zona de rebaixamento viraria realidade. Tudo isso, claro, com uma combinação de resultados dos demais jogos do Grupo A.

Não é de hoje que há tantas modificações a cada rodada. Existe uma diferença clara entre estar em uma posição no meio do campeonato e permanecer nela até o fim. Considerando edições da Série C desde 2012, quando foi adotado o modelo atual de disputa, houve no mínimo uma mudança no G4 e no Z2 do Grupo A comparando a sétima com a 18ª rodada - o campeonato de 2013 não consta nos dados porque teve 11 e não 10 equipes no bloco.

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Em 2012, o Salgueiro protagonizou um feito assustador. O time estava em terceiro lugar após sete jogos e, com o término dos 18 compromissos, não só deixou a vaga do G4 para o Icasa como despencou para a nona posição, sendo rebaixado.

Já Cuiabá e Botafogo/PB eram segundo e quarto colocados, respectivamente, na sétima rodada da edição de 2014. Na 18ª, viram Salgueiro e Paysandu "roubar" a vaga no grupo dos quatro melhores. Quem também foi beneficiado com a metade final do torneio foi o Águia, que se salvou da queda e jogou o Treze para a Quarta Divisão.

Há dois anos, o Confiança, após conclusão da sétima rodada, estava no grupo dos que cairiam para a Série D, mas os sergipanos reagiram e a indesejável vaga ficou com o América/RN. Enquanto isso, o Salgueiro estava no G4 no meio da competição e, após a 18ª rodada, viu o ABC herdar o espaço. O Carcará já repetira a triste sina em 2015, mas desta vez o algoz foi o Confiança.

No ano passado, Botafogo/PB e Remo estavam no bloco de classificação à próxima fase após os primeiros 21 pontos em disputa, mas saíram no final para as entradas de Sampaio Corrêa e Confiança. Na zona de rebaixamento, o Salgueiro figurava em último, contudo, ao término da etapa, deixou o "cargo" para o ASA. Exemplos que podem servir de inspiração (ou aviso) para Náutico e Santa Cruz em 2018.

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