Náutico: Evolução passa por regularidade no meio-campo

Problemas recorrentes na marcação dos adversários e na armação das jogadas tem prejudicado o Timbu na Série B

Beto Campos não conseguiu tirar o Náutico da lanternaBeto Campos não conseguiu tirar o Náutico da lanterna - Foto: Anderson Stevens

O Náutico tem o pior ataque da Série B 2017, com apenas 10 bolas na rede em 15 jogos, e a segunda pior defesa, com 24 gols sofridos. É comum que os dois setores sejam os mais criticados na equipe. Um olhar mais atento, porém, revela outro entrave para o crescimento alvirrubro na competição. Sem a eficiência necessária na marcação e faltando criatividade na armação das jogadas, o meio-campo, coração de qualquer time, bate em ritmo lento e preocupante no Timbu.

A cabeça de área do Náutico já contou com dois e três volantes, mas mudanças não surtiram o efeito esperado. Amaral e Darlan formam atualmente a dupla titular - Jobson também ganhou algumas oportunidades. Com a missão de impedir que o ataque adversário chegue até a área, os volantes estão tendo dificuldade em acertar o “bote”. O clube é o terceiro que mais erra na tentativa de desarmes. A saída de bola também não acontece de forma rápida.

No esquema do técnico Beto Campos, o Náutico trabalha com “extremos”, atletas que jogam pelos lados no meio-campo. Henrique Ávila, pela esquerda, e Erick, pela direita e mais avançado, fazem essa função. A criação das jogadas fica a cargo de Giovanni. O atleta até iniciou bem o campeonato, mas sua solidão no propósito de municiar os atletas da frente deixou o Timbu refém de suas jogadas. Contra o Juventude, por exemplo, bastou o meia ser bem marcado para que o time fosse facilmente neutralizado. Para piorar, ele sofreu uma lesão no joelho direito e ficará um mês fora dos gramados. Com o meia já havia dificuldade na criação dos lances. Sem ele, o cenário é ainda mais preocupante.

Bruno Mota, Esquerdinha e Diego Miranda são algumas das opções para suprir a carência no setor. O primeiro se recupera de lesão e passou poucos minutos em campo. Esquerdinha ganhou algumas oportunidades, mas não foi bem. Diego foi titular na última rodada e deve seguir no time.

O desempenho abaixo do ideal do meio-campo do Náutico provocou dois efeitos imediatos. O primeiro é a insistência em ligações diretas. Não é raro ver os centroavantes tendo que apostar corrida toda hora com os defensores adversários. Outro cenário são os diversos cruzamentos na área - aposta sem resultado. Quando nada funciona, sobra para Erick tentar alguma jogada individual. Se não bombear corretamente o “sangue” para os demais setores, o coração alvirrubro sofrerá uma parada cardíaca com caminho rumo à Série C.

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