Futebol

Náutico fica no 0x0 com o Operário/PR

Timbu não conseguiu vencer em seu primeiro jogo nos Aflitos após a retomada do futebol, paralisado anteriormente por conta da Covid-19

Kieza, atacante do NáuticoKieza, atacante do Náutico - Foto: Marlon Costa/FuturaPress/Folhapress

Depois de cinco meses, o Náutico voltou a jogar nos Aflitos. Sem torcida, por conta dos cuidados no combate à pandemia do novo coronavírus. E o que aconteceria se o torcedor alvirrubro tivesse assistido ao confronto diante do Operário, nesta terça (11), pela segunda rodada da Série B do Campeonato Brasileiro? Provavelmente os jogadores não deixariam o gramado sob aplausos após o 0x0 com os paranaenses. Ausente fisicamente, a torcida lamentou de longe mais uma partida sem triunfos na competição. Os pernambucanos estão na 15ª posição do torneio, com um ponto. O próximo compromisso do Timbu será no sábado, contra o CRB, às 19h, também no Eládio de Barros Carvalho. 

O Náutico entrou com três mudanças com relação ao time que perdeu para o Avaí. Mas duas não foram por motivos técnicos. Com exceção da entrada de Rafael Ribeiro na vaga de Carlão, as saídas de Willian Simões e Thiago foram motivadas pelo diagnosticado positivo para a Covid-19. Erick Daltro e Jean Carlos foram os substitutos, respectivamente.

Com os dois times tendo dificuldades em quebrar a marcação no meio, a bola aérea foi a arma mais usada no primeiro tempo. Foram oito escanteios somente em 30 minutos, mas nenhum deles resultou em chances de perigo. Por baixo, muitas faltas e ausência de criatividade.

No duelo de oportunidades perigosas, o Náutico levou uma leve vantagem de 2x1. Ficou próximo de balançar as redes com Kieza, de cabeça, e com Rhaldney, em chute defendido por Rodrigo. No lado do Operário, Thomaz assustou em finalização bem defendida por Jefferson. 

A pressão que se esperava dos mandantes no começo do primeiro tempo só apareceu no segundo. O “abafa” vinha pelos lados, com Erick, que entrou na vaga de Jorge Henrique, e Dadá Belmonte.  O problema de sufocar e não balançar as redes é o óbvio: sofrer um contragolpe mortal. Algo que poderia ter ocorrido aos nove, se Jefinho, totalmente livre na pequena área, não tivesse finalizado para fora, perdendo uma chance incrível de marcar para o Operário.

Dez minutos depois, mesmo cenário. Pressão do Náutico, nada de gols, contra-ataque do Operário, novo erro na marcação alvirrubra, atacante adversário livre para cabecear e nova chance desperdiçada dos visitantes. Filme que ficou até o apito final. 

Nem o “quem não faz, leva”, tampouco o “água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”. Nenhum dos ditados coube para representar a partida. O empate sem gols marcou o primeiro ponto dos alvirrubros na competição, bem diferente dos três almejados para colocar o Náutico na parte de cima da tabela. 

Ficha técnica

Náutico 0

Jefferson; Hereda, Camutanga, Rafael Ribeiro e Erick Daltro (Kevyn); Rhaldney, Djavan (Trindade), Jean Carlos (Junior Britez) e Jorge Henrique (Erick); Dadá (Bryan) e Kieza. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Operário/PR 0

Rodrigo Viana; Sávio, Ricardo Silva, Bonfim e Julinho; Mazinho, Marcelo (Schumacher), Tomas Bastos e Thomaz (Jean Carlo); Douglas Coutinho (Maranhão) e Jefinho (Lucas Batatinha). Técnico: Gerson Gusmão

Local: Aflitos (Recife/PE)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo (SP)
Assistentes: Fabrini Bevilaqua Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira (ambos de SP)
Cartões amarelos: Rhaldney, Djavan, Kevyn (N); Marcelo, Schumacher (O)

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