Náutico inicia contagem regressiva para reencontrar o 12º jogador

Náutico realizou 1.768 jogos nos Aflitos e o de domingo (16), contra o Newell'Old Boys, marca a volta para casa

Aflitos voltará a ser a casa alvirrubra em 2019Aflitos voltará a ser a casa alvirrubra em 2019 - Foto: Diego Nigro/Arquivo Folha

O caldeirão voltará a ferver em 2019. No domingo, o Eládio de Barros Carvalho vai acordar de um sono de mais de quatro anos após ser trocado momentaneamente pela Arena de Pernambuco. Um descanso indesejado, diga-se. A centenária tríade “torcida-clube-estádio” estará reunida para reescrever novos capítulos de uma relação paralisada, porém nunca esquecida. O ano de 2018 teve comemorações, frustrações, mas será finalizado com o maior desejo dos alvirrubros. O Náutico está prestes a ter novamente seu 12º jogador.

Avenida Conselheiro Rosa e Silva, número 1086, Aflitos. Endereço de milhares de alvirrubros. Desde 1939, na abertura oficial do estádio, até 2014, no último jogo realizado lá, a torcida criou uma relação de afeto com os 41 mil metros quadrados. Espaço que possui campo, arquibancada, quadras, piscina, lojas e...histórias. Muitas histórias.

Cada um dos 1.768 jogos do Náutico disputados nos Aflitos tem uma particularidade. Um lance, um atleta, um gol. Títulos celebrados, derrotas amargas, clássicos históricos. De lá surgiu a turma do Hexa, com Gena, Brondi, Bita, Lala e cia. As redes já foram balançadas por nomes como Baiano, Bizu e Kuki. Até mesmo o maior trauma do clube, a Batalha dos Aflitos, aconteceu no reduto vermelho e branco.

As tristezas, contudo, não superam as alegrias. Foram 1.138 vitórias ao todo. Os mais velhos se lembram do tento de Ramos que garantiu o sexto título estadual seguido em 1968 - feito de maior orgulho até hoje. Os mais jovens podem citar o gol de Araújo que contribuiu para a queda à Série B do rival Sport, em 2012.

O antigo Aflitos tinha características ímpares. Gramado pesado, proximidade entre campo e arquibancada, “místicas” que aumentavam a força do Náutico em seus domínios. O novo Aflitos se modernizou na estrutura e no campo, mas há quem garanta que, independente das mudanças, o estádio nunca perderá sua aura de alçapão que incomoda os adversários.

George Moore, um famoso dramaturgo irlandês do século passado, disse certa vez que “um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta para casa para encontrar”. Um sentimento passível de analogia com o cenário atual do Náutico. Ao sair momentaneamente dos Aflitos e fechar parceria com a Arena de Pernambuco, o Timbu buscou evolução. Um passo ousado para se desenvolver dentro e fora dos gramados. Anos depois, aposta justamente no retorno ao lar para se reerguer nacionalmente. Após uma longa espera, o Eládio de Barros Carvalho está pronto para aceitar o regresso do filho pródigo.

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