Treinador chega para sua quarta passagem pelo Timbu
Treinador chega para sua quarta passagem pelo TimbuFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Não faltou assunto na coletiva de apresentação do novo técnico do Náutico, Roberto Fernandes, realizada no CT Wilson Campos. Em mais de 30 minutos de conversa, o profissional discorreu sobre seu retorno ao Timbu - será sua quarta passagem pelo clube e, nas outras três, livrou o clube dos rebaixamentos à Série B (2007 e 2008) e Série C (2010).Além disso, comentou sobre os desafios para fugir do rebaixamento à Terceirona nesta temporada e a importância do apoio da torcida para reerguer a equipe. “Não podemos jogar a toalha”, cravou.

“Desafio mais difícil”

O desafio é gigantesco, mas tudo tem os dois lados. Se o desafio é grande, a recompensa também será. É a tentativa de recuperação mais difícil que já enfrentei ao longo da minha carreira. Assumo o Náutico pela quarta vez. O convite é uma convocação. A quantidade de mensagem recebida por mim mostra a responsabilidade. Se eu não acreditasse, não estaria aqui. A equipe venceu o vice-líder e isso mostra como o torneio está equilibrado. Nosso trabalho será árduo e não será resolvido em apenas duas, três rodadas.

“Mais do que uma mudança”

Seria uma avaliação equivocada achar que apenas a saída do Beto Campos, Waldemar Lemos e dos outros seria necessária para salvar o Náutico. Sou o quinto (técnico) na temporada. Não é uma coisa que se corrige rápido. É uma sequencia. Precisamos melhorar em aspectos de organização, além de recuperar atletas que outrora estavam rendendo e agora não estão. Parabenizo Levi pela vitória (contra o Vila Nova) e acredito que isso é um indicio de que há chance de recuperação.

Projeção na Série B


O Internacional colocou o peso da competição em termos de contratação. Mas as demais equipes têm elencos nivelados e o trabalho é que tem prevalecido. Em termos de competição, entendo que pela distancia que nós temos hoje (10 pontos para o 16º), o Náutico precisa fazer um campeonato de recuperação. O ideal seria vencer quatro, cinco jogos seguidos. Mas qual equipe conseguiu isso? É preciso calma. Minha projeção é chegar às ultimas dez rodadas na briga real para sair. Se estivermos na zona, que estejamos com três, quatro pontos para sair. Só não podemos chegar nessa fase com a distancia atual.

“Precisamos ser mandantes”

O apoio do torcedor deve ser fundamental para, a partir de sexta, o Náutico começar a ser mandante. Até agora foi apenas visitante. Entendo que uma coisa fundamental que ocorreu (em outras passagens) foi a sinergia da torcida com o time. Hoje a realidade é diferente porque mandamos os jogos em um local diferente. Em 2018 eu não sei quem será o treinador do clube, o camisa 10, o goleiro, mas onde o Náutico estiver, o torcedor estará. Não é a hora de jogar a toalha.

Aflitos, Arena e torcida

Tive o prazer de comandar o Náutico em três oportunidades (2007, 2008 e 2010). Todas elas dentro dos Aflitos. Se eu falar que não fazia diferença, vou mentir. Aflitos fez diferença em muitos jogos. Mas nós podemos jogar lá contra o Luverdense? Não. Então não adianta focar no “se”. A realidade é a Arena e precisamos focar nisso. É lá que precisamos fazer nossa diferença. O adversário precisa ter a mesma sensação que eu sei que as equipes tinham quando iam enfrentar o Náutico nos Aflitos. Torcedor precisa se fazer presente e os times precisam chegar sabendo que não vão atuar em campo neutro.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: