Neymar, a cereja do bolo da Seleção Brasileira

Talento em demasia, brilho próprio e o cara que aparece na hora do aperto: com Neymar, Seleção Brasileira se fortalece na luta pelo hexa.

NeymarNeymar - Foto: Arte/Folha de Pernambuco

A Copa do Mundo bate à porta e os mesmos envelhecidos dogmas voltam à tona a cada quatro anos. Não há outra via. Em se tratando do torneio mais importante do futebol do planeta, nada mais natural. Por mais que 32 equipes estejam na briga pelo topo da modalidade, é um consenso que a taça, inequivocamente, passará pelas mãos e pés mais capacitados. O que, em bom futebolês, significa que só mesmo os escretes mais tradicionais têm chances reais de sonhar com a glória máxima, como Alemanha, Argentina, França, Espanha e, claro, Brasil. Esqueçam o 7x1. Quando o assunto é Copa do Mundo, o Brasil é o primeiro nome que vem à mente dos entusiastas da bola. E o favoritismo se deve a vários fatores. Camisa pesada como poucas. Astros nos maiores times do mundo. Elenco entrosado e time embalado. Além disso, a cereja do bolo: Neymar, forte candidato a craque do certame.

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Com um dos jogadores mais habilidosos e badalados dos últimos tempos, o Seleção Brasileira fica mais forte na luta pelo sonhado hexacampeonato. Neymar, claro, poderia ser apenas um dos tantos craques revelados em território local. Afinal, gênios da bola produzimos aos montes. Felizmente, ele não é "somente" isso. O craque do Paris Saint-Germain tem, além do talento em demasia, brilho próprio. Não se omite. Costuma aparecer quase sempre que a situação aperta, resolvendo situações adversas. Na final das Olimpíadas-2016, por exemplo, Neymar marcou o gol no tempo normal, na final contra a Alemanha, e também converteu o pênalti que garantiu o ouro inédito ao Brasil. Na Copa de 2014, chamou a responsabilidade e resolveu contra Croácia e Camarões. Já são 53 gols com a camisa amarelinha. Para quem tem só 26 anos, é um feito gigantesco. No ranking de artilharia do Brasil, só fica atrás de Romário (55), Ronaldo (62) e Pelé (77).

O cenário muda completamente com o astro em campo. Sem ele, em 2014, depois da lesão contra a Colômbia, a Canarinho desmoronou. Foi humilhada pela Alemanha e, em seguida, pela Colômbia. Lógico que nem tudo é perfeição quando se fala do ex-santista. Neymar é anjo e diabo em proporções quase iguais. Fora de campo, sua vida atribulada, seu envolvimento em polêmicas e escândalos de corrupção contribuem para o desprezo que boa parte dos torcedores sente por ele. Além disso, seu jeito debochado diante dos adversários também não é lá muito apreciado. Para completar, o atleta é enfezado, temperamental. Costuma perder a cabeça com facilidade. O que pode ser fatal em uma Copa do Mundo. No entanto, por estar voltando de lesão, o jogador vai chegar na Rússia descansado, sem ter disputado a temporada europeia até o fim. O Brasil já se beneficiou dessa "vantagem" em 2002, com Ronaldo e Rivaldo. Cabe a Neymar escrever - como protagonista, claro - outro final feliz.

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