No Náutico, Erick vira a estrela da companhia

Jovem de 19 anos destaca-se por seus dribles, assistências e gols, ganhando um espaço no coração da torcida

Erick comemora gol Erick comemora gol  - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

 

A ascensão do atacante Erick é o detalhe mais positivo a ser atrelado ao início de ano do Náutico. Em pouquíssimo tempo, o jogador de 19 anos foi queimando etapas - e isso não chega a ser um problema. Saiu da Copa São Paulo e logo subiu ao profissional.

 Com habilidade, assistência e gols, deixou a reserva e logo se firmou entre os titulares. Mais do que uma arma veloz, ele virou principal atleta do time em 2017. Tudo em apenas dois meses. Os elogios, porém, trazem uma consequência para o jovem franzino.

Com os mais experientes ainda longe do ápice e sem o brilhantismo de algumas contratações importantes, Erick virou a “salvação” do Timbu. Um rótulo que não é verbalizado pelo elenco, mas sentido pela torcida e que se torna cada vez mais forte com o passar dos jogos.
Desde que começou a despontar com a camisa alvirrubra, Erick tem sido blindado. Ainda não concedeu entrevistas coletivas - afoito em campo, o atacante ainda é tímido na hora de encarar os microfones. Jogadores experientes, como Anselmo e Marco Antônio, já comentaram sobre a qualidade do atleta, mas sempre terminam seus discursos ressaltando a necessidade de não jogar todo o peso em cima de um garoto recém-chegado da base. O problema é que, em campo, o time tem se tornado dependente do camisa 33.

Sem tirar seus méritos, Erick é o atual protagonista do Náutico muito por conta também do desempenho irregular dos seus companheiros.
É no lado direito, com Erick, por onde acontecem as principais jogadas. O garoto gosta de chamar a responsabilidade e não parece “tremer” diante dos desafios. “Eu estou aqui”, disse para os torcedores rubro-negros, com uma marra à la Cristiano Ronaldo, após o gol de pênalti no Clássico dos Clássicos passado, contra o Sport.

“Erick é um garoto que tem um potencial muito grande pela frente. Mas ainda temos algumas coisas para orientar e corrigir nele. Isso da provocação (no gol) foi normal porque ele estava sendo provocado também”, citou o técnico Milton Cruz. O jogador, inclusive, foi o primeiro a chamar a atenção do comandante. E com a experiência de já ter trabalhado com vários garotos na época em que foi auxiliar-técnico do São Paulo, o treinador tem procurado um equilíbrio entre explorar o potencial máximo do jovem sem fazer o Náutico dependente de um prata da casa.

 

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