No Santa, quem não dialoga se trumbica

Vinícius Eutrópio monta estratégia para estimular jogadores a conversarem mais entre si durante as partidas

Esta foi a 76ª Reunião Geral da FrenteEsta foi a 76ª Reunião Geral da Frente - Foto: Divulgação

 

A chegada de um técnico traz sempre um misto de dúvida e curiosidade na cabeça dos jogadores de futebol. Bate aquela ansiedade para saber como será o trabalho do novo profissional. Qual o perfil, quais táticas serão usadas e de que forma ele tentará implantar sua metodologia. Com apenas dois treinamentos efetuados no Santa Cruz, pouco pode ser dito sobre Vinícius Eutrópio. No máximo, citar suas experiências do passado e algumas impressões do curto presente. Uma delas tem como fundamento uma declaração recente.

Eutrópio citou a necessidade de os atletas aumentarem o diálogo dentro de campo. Ele quer mais voz e menos gesto. Expandir a interação para que o entrosamento comece na mente para depois chegar aos pés. O silêncio, neste caso, não vale ouro no Arruda.

“Hoje, por conta da televisão, os jogadores conversam pouco. Mas eu estimulo que eles façam mais isso. Nos amistosos, por exemplo, eu não falo com meu time. Na semana que vem devemos fazer um jogo-treino e se com um minuto eu começar a corrigir o posicionamento de algum atleta, não vou saber até que ponto ele tinha conseguido entender o que passei. Não falando com eles, começo a criar a necessidade de que eles dialoguem entre si dentro de campo”, afirmou o técnico.

Ex-jogador de Náutico, Figueirense, Criciúma, entre outros clubes, o agora técnico acredita que a nova geração não é incentivada a conversar sobre noções de tática ou até mesmo sobre situações de jogo. “Quando eu jogava, tinha muito xingamento para isso (organizar o time). Agora, são apenas gestos. Quero fazer com que os atletas falem mais no campo. David, que já trabalhou comigo em outros clubes, é um dos que pode ajudar nisso”, completou.

A ideologia de Eutrópio parece ter agradado os atletas do Santa. “Dentro de campo a gente precisa conversar mais mesmo. Uma orientação do companheiro para o outro vai deixar o time mais atento nas jogadas, sem dúvida nenhuma”, ressaltou o lateral-direito Vítor.

Na lista dos “treinadores da nova geração”, Vinícius Eutrópio é presença constante em palestras para profissionais da área. No final do ano passado, por exemplo, ele comandou algumas aulas para outros técnicos brasileiros que buscavam a Licença A da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Aos 45 anos, ele tem apenas um título, o do Campeonato Catarinense de 2014. Na mesma edição do Estadual, faturou o prêmio de melhor comandante da competição.

 

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