Nova realidade bate à porta na Ilha do Retiro

Com queda de receita dos direitos de transmissão, Leão terá que renegociar salários com seus jogadores

Everton Felipe poderá retornar ao Sport, caso o São Paulo não exerça o direito de compraEverton Felipe poderá retornar ao Sport, caso o São Paulo não exerça o direito de compra - Foto: Brenda Alcântara/Arquivo Folha

Não existe um "ano melhor para ser rebaixado", mas com certeza nunca foi tão ruim deixar de disputar a elite do futebol brasileiro. Isso porque 2018 foi o último ano em que os chamados "cotistas" continuavam faturando o mesmo valor de direitos de transmissão mesmo com uma eventual queda para a Série B. Era o caso de São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Sport, Bahia, Goiás, entre outros... A partir de 2019, todos os clubes que disputarão a Segundona irá receber uma base parecida de cota, girando entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões. No caso do Leão, isso significará uma queda de cerca de R$ 40 milhões, com os pernambucanos despencando de quase R$ 45 milhões (cota fixa + venda de outras plataformas, como pay-per-view e internet) para apenas R$ 8 milhões, que consiste apenas na cota fixa. Em breve, serão fechados os aditivos das outras plataformas e esse valor deve subir um pouco mais.

Por conta dessa queda de patamar financeiro, o novo presidente do Sport, que será eleito no dia 18 deste mês, com a disputa entre Milton Bivar e Eduardo Carvalho, terá que se adequar a uma nova realidade. Se nos últimos anos o clube investiu pesado em medalhões como Rithely, Diego Souza e André, em 2019 esse quadro deve ser bem diferente. E isso não se refletirá apenas nas contratações, mas também na manutenção de atletas que pertencem ao Sport. Com salários firmados ainda na Série A, o novo alcance financeiro será bem menor e alguns jogadores precisarão reduzir seus salários ou até mesmo ser emprestados a clubes que possam arcar com esses altos valores.

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A expectativa é de que o Sport diminua a sua folha salarial atual, que gira em torno de R$ 3 milhões, para apenas R$ 1 milhão. Do atual elenco, Magrão, Ronaldo Alves e Rogério, por exemplo, são peças com um patamar salarial fora da nova realidade do clube, que ganham mais de R$ 100 mil por mês e que possuem contrato por, no mínimo, mais um ano. Além deles, Rithely, Samuel Xavier e Reinaldo Lenis também possuem vínculo com o Leão até, pelo menos, o final de 2019, e estão bem distantes do que o clube poderá pagar disputando a Série B. Por último, Everton Felipe pode ser devolvido caso o São Paulo não exerça o seu direito de compra no final deste ano. Ou seja, mais um atleta que os rubro-negros terão que renegociar os vencimentos ou emprestar novamente.

Com todos esses problemas, o Rubro-negro ainda precisa resolver os salários atrasados. Com cerca de três meses em aberto com os atletas, há um receio interno de que alguns busquem a liberação gratuita através da justiça.

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