O calcanhar de Aquiles do Sport

De bolas cruzadas, o Leão tomou 39,7% dos gols nesta temporada. O problema já passou por três treinadores e ninguém resolveu

Bruno Araújo recebe apoio de prefeito de OlindaBruno Araújo recebe apoio de prefeito de Olinda - Foto: Divulgação

 

Basta uma bola ser cruzada na área do Sport para o pandemônio começar, sendo um verdadeiro tes­te cardíaco para os torcedo­res. No último domingo, as chan­ces de bater o Atlético/PR começaram a se esvair aos 21 minutos do primeiro tempo, justamente neste tipo de jogada que vem sendo o calcanhar de Aquiles do time durante toda essa temporada.

A­liás, desde o ano passado E­duar­do Baptista já sofria para conseguir evitar gols tomados desta forma. Em seguida, passaram Paulo Roberto Falcão e Oswaldo de Oliveira, que não conseguiram solucionar o problema. Agora é a vez de Daniel Paulista também sofrer com os cruzamentos. Seja por cima ou por baixo, fato é que eles causam um estrago enorme aos leoninos. A Folha de Pernambuco analisou todos os gols tomados pelo Leão nesta temporada, desde o amistoso contra o Argentino Juniors, em janeiro, até a derrota para o Furacão.
No total foram 78 tentos tomados, uma média de 1,2 por jogo, sendo 31 sofridos em jogadas geradas de cruzamento, computando 39,7%. Como foram 65 partidas disputadas pelo clube no ano, isso gera uma média de 0,47. Ou seja, aproximadamente a cada dois jogos os leoninos sofrem um gol de bola cruzada, seja por cima, por baixo ou até mesmo de sobra, como aconteceu na derrota contra o Cruzeiro, na última quarta-feira, na Ilha do Retiro.

Um dos pontos curiosos é que o Sport sofreu com esse tipo de jogada no primeiro semestre contra times como River/PI e Aparecidense/GO. No Brasileirão, o time falhou neste quesito ao menos uma vez em 17 jogos de um total de 36 que realizou até agora. O maior prejuízo foi no revés contra o Corinthians, em Itaquera, quando todos os três gols da partida foram marcados de cruzamento.
Dos que causaram maior es­trago em termos de conquis­­ta, estão o de Rodrigão, na derrota na semifinal da Co­­pa do Nordeste, que levou a decisão da vaga para os pênaltis e em seguida a classifica­ção do Campinense, e o de Gra­fite, no primeiro jogo da fi­nal do Pernambucano, que em posição irregular, deu um carrinho para aproveitar cruzamento de Keno. Nos dois lances, a finalização aconteceu no segundo pau. Seja por falha dos laterais que não evitam a jogada ou dos zagueiros que não a cortam, a verdade é que o Leão continua sem conseguir consertar o seu pon­to mais vulnerável defen­­sivamente falando.

 

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