O que mudou em Náutico e Santa desde o primeiro clássico
Santa passou por reformulação no elenco, enquanto o Náutico alterou apenas o ataque com peças que já estavam no elenco, além da chegada de Ortigoza

Um tão diferente e outro praticamente igual. Há pouco menos de dois meses, Santa Cruz e Náutico disputavam o primeiro Clássico das Emoções do ano, empatando o duelo no Arruda em 0x0. De lá para cá, as equipes tiveram caminhos distintos. Eliminado nas quartas de final do Estadual, o Tricolor iniciou uma nova montagem do elenco para a Série C. Já o Timbu, campeão local, manteve a base vencedora e só mudou seu setor ofensivo nos últimos jogos.
Sem passar por uma reformulação como o Santa, o Náutico manteve as mesmas caras na defesa e no meio, alterando apenas o ataque. Medina, Fernandinho e Wallace formaram o setor no primeiro encontro. No de agora, Robinho e Rafael Assis ocuparão o espaço dos dois primeiros, enquanto Ortigoza virou o centroavante titular da equipe. Para Roberto, o importante é o Timbu não alterar seu estilo de jogo.
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“É um clássico e precisamos tratar com o máximo de atenção. No Estadual, o Náutico teve 100% de aproveitamento como mandante e, na temporada, está invicto em casa. Não mudaremos nossa postura. Sabemos que o Santa trocou algumas peças após o Pernambucano, mas Júnior Rocha tem uma filosofa de trabalho montada, valorizando a posse de bola, e não acredito que vá mudar”, frisou.
O Santa teve alterações em todos os setores da equipe. Ao todo, são seis mudanças. O time tricolor ganha mais experiência com a presença de atletas rodados na escalação, como o lateral-direito Vítor, de 35 anos, o zagueiro Danny Morais, 32, o volante Salino, 32, e os atacantes Robert, 37 e mais veterano do elenco, e Fabinho Alves, 31, que foi acionado no segundo tempo do primeiro Clássico das Emoções da temporada. Além desses, entra o meia Geovani, de 25 anos.
Com um elenco mais “cascudo”, o treinador coral deposita confiança nos atletas. “Temos uma equipe ideal, mas com algumas peças disputando posição. No nosso modelo de jogo, é imprescindível um camisa 9. Quando a bola não para na área, fica complicado. Sofremos muito no início do ano com a ausência de um centroavante. A responsabilidade no Santa Cruz é grande em qualquer circunstância. Sendo assim, a equipe é sempre favorita nas competições”, comentou.
