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Os três maiores desafios do novo presidente do Sport

Com eleições marcadas para o dia 18 deste mês, o novo mandatário do Sport terá uma série de desafios para o biênio 2019/2020

[910] Torcida do Sport[910] Torcida do Sport - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Foram cinco anos seguidos do Sport na Série A, um recorde dos clubes nordestinos nesta Era dos pontos corridos, que será igualado pelo Bahia em 2019. Com a eleição para novo presidente já batendo às portas da Praça da Bandeira, o vencedor do pleito marcado para o dia 18 deste mês e que irá comandar o Leão no biênio 2019/2020, não terá uma missão simples em mãos. Além do natural desafio que é comandar um clube de massa como o Sport, o novo mandatário terá que enfrentar uma grave crise na Ilha do Retiro, que será ainda agravada com a nova receita dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Rebaixado, o Rubro-negro terá uma queda de cerca de R$ 45 milhões para R$ 8 milhões. A Folha de Pernambuco elencou os três maiores desafios do grande vencedor desta eleição, que até o momento tem apenas dois candidatos: Milton Bivar, da chapa "Sport do Povo", e Eduardo Carvalho, da chapa "Uma Razão para Viver".

Salários atrasados
Com cerca de dois meses de salários atrasados com o administrativo - a folha de setembro foi paga na semana passada - e três meses com o elenco, o novo presidente terá o desafio de colocar as contas em dia ao mesmo tempo em que precisará se reforçar. Essa "síndrome do cobertor curto" pode ser uma grande armadilha. Para ajustar as finanças, o vencedor das eleições viverá o dilema entre quitar as dívidas e sofrer com a pressão por contratações.

Unir o clube
Nos últimos anos, os fervorosos embates políticos causaram um grande desgaste entre os blocos políticos da Praça da Bandeira. Um exemplo disso são as críticas que o atual presidente, Arnaldo Barros, sofreu durante grande parte do seu mandato, sendo acusado de centralizador por diversos opositores. A decisão de deixar e Copa do Nordeste é apontada como um dos maiores exemplos de "centralização", quando muitos apontavam que deveria haver uma votação no Conselho Deliberativo ou até mesmo entre os sócios para uma decisão tão importante.  

Técnico
Muitos nomes de possíveis técnicos já foram levantados pelos torcedores. O fato é que Milton Mendes não irá permanecer. Com essa queda de receita, o novo presidente terá que contratar um profissional bem diferente dos medalhões que vinham aportando na Ilha do Retiro nos últimos anos, como Oswaldo de Oliveira, Falcão e Vanderlei Luxemburgo. A política de austeridade será obrigatória e um profissional que consiga explorar bem as categorias de base é fundamental.

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