Futebol

Palmeiras se irrita e vê silêncio gerar conflito após 2 semanas sem técnico

Diversos candidatos para o lugar de Vanderlei Luxemburgo foram cotados, mas o clube não acertou com nenhum deles

Rony, atacante do PalmeirasRony, atacante do Palmeiras - Foto: Reprodução/Twitter

A diretoria do Palmeiras está bastante incomodada com a repercussão das duas semanas sem um treinador. Desde que adotou a lei de silêncio e decidiu não falar nada sobre o processo de escolha do sucessor de Vanderlei Luxemburgo, o clube se irritou ao ver diversos candidatos serem citados -alguns que dizem os dirigentes alegam que nem sequer foram procurados.


O time argumenta que trabalha com um preferido, mas ainda em sigilo. O temor na diretoria é que essa repercussão faça o futuro contratado ser visto como um candidato que não estava entre os favoritos e tornou-se apenas uma opção por ser viável. O caso mais recente da novela é o de Gabriel Heinze. Como o UOL Esporte publicou, ele foi contatado na semana passada para saber se tinha interesse em abrir uma negociação. Nesta terça-feira (27), diversos veículos na Argentina disseram que o treinador, desempregado desde março, não se mostrou interessado em dar sequência à conversa.

O Palmeiras, sem citar nomes, alega que muitos dos treinadores divulgados nos últimos dias nem sequer estavam em pauta e que não recebeu nenhum "não" oficial. Porém, o presidente do Racing (ARG), Victor Blanco, disse que Sebastián Beccacece recusou uma oferta alviverde. A decisão de trabalhar em silêncio acabou criando a narrativa -que o clube discorda- de seguidas recusas no mercado da bola. Mesmo quando nomes que não estavam na mira foram citados, especialmente fora do Brasil, o clube manteve a blindagem no departamento de futebol, bloqueando qualquer divulgação de informações.


O fato é que já são duas semanas sem técnico, e a condução da busca por um novo nome é bastante questionada, mesmo internamente. O presidente Maurício Galiotte e o diretor de futebol Anderson Barros são os mais criticados, inclusive com protestos da Mancha Alviverde. Até no caso de Miguel Ángel Ramírez, o primeiro nome da lista, o clube preferiu não explicar os detalhes depois de viajar com um advogado, trocar minutas e ouvir o comandante do Independiente Del Valle (EQU) mudar a posição e dizer que só poderia assumir após a Copa Libertadores.

Na visão do Palmeiras, caso aceitasse a última imposição, o espanhol seria o novo técnico. Só que o caso gerou desgaste e incômodo, pois o trabalho sempre foi para que o substituto de Luxa assumisse imediatamente. A partir dessa reviravolta, o clube vasculhou opções na Argentina, Espanha e Portugal. Heinze foi um dos que mais se aproximaram do desejado: um estilo de jogo ofensivo e moderno, bom trabalho com a base e capacidade de recuperar jogadores em baixa. O próximo treinador deverá ter estas características.


Ainda que se considere perto de definir o próximo treinador, o Palmeiras completa hoje duas semanas sem um novo comandante, em um processo confuso e vai começar a decidir a Copa do Brasil com o técnico interino Andrey Lopes à beira do campo. Nesta quinta-feira (29), o Palmeiras começa a decidir a vaga às quartas de final do torneio de mata-mata diante o Red Bull Bragantino, às 19h, em Bragança Paulista.

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