PALMEIRAS

Para o Palmeiras mostrar que, de fato, é campeão

O cálculo é simples: basta empatar com a Chapecoense, neste domingo, no Allianz Parque

Ciro Gomes (PDT) cumpriu agenda no RecifeCiro Gomes (PDT) cumpriu agenda no Recife - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

 

“Vamos ser campeões do Brasileiro”. Quando o técnico Cuca deu essa declaração, o Palmeiras havia acabado de ser eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista, pelo Santos. Não foi uma frase da boca para fora ou uma jura vazia de quem buscou ofuscar um tropeço com uma previsão otimista.

Talvez, o treinador tenha sido o primeiro a vislumbrar um sonho que está próximo de ser realizado. Sem um tradicional “camisa 10”, o Verdão teve seu estilo de jogo questionado pelos adversários. Em contrapartida, o time é líder em vários quesitos na Série A.

Neste domingo (27), pode confirmar mais um título nacional em sua história, encerrar um jejum de 24 anos sem um troféu do Brasileiro e fazer a promessa de Cuca virar realidade. O cálculo é simples: basta empatar com a Chapecoense, neste domingo, no Allianz Parque. Em caso de derrota, será preciso torcer pelo tropeço do Santos diante do Flamengo, no Maracanã.
“Quando surge o alviverde imponente no gramado em que a luta o aguarda”. O Palmeiras conseguiu construir um estilo de jogo compactado, abusando das jogadas aéreas. A equipe é a que mais marcou gols oriundos de cruzamentos. Nem mesmo o apelido de “Cucabol”, dado pelos adversários esquema palmeirense, incomoda o líder do campeonato. “Não precisamos dar espetáculo”, frisou Cuca. O Palmeiras é o melhor visitante do Brasileirão e o terceiro no aproveitamento em casa.
“E o Palmeiras no ardor da partida, transformando a lealdade em padrão”. Sem um elenco com grandes estrelas, a aposta foi na mescla de experiência (Zé Roberto) com juventude (Gabriel Jesus). Um dos destaques foi o atacante Dudu. Ele tomou a braçadeira de capitão e, mesmo com pouca idade, virou um dos líderes do grupo. Em caso de título, o camisa 7 será o mais jovem a erguer o troféu do Nacional desde 2005, quando Betão, aos 22 anos, teve a honraria pelo Corinthians.
“Defesa que ninguém passa”. O Palmeiras é o time que menos foi vazado no Brasileirão, com apenas 31 gols sofridos em 36 jogos. Méritos de Vitor Hugo e Mina na zaga, Jean e Zé Roberto nas laterais e de Tchê Tchê e Moisés no meio. Mas falar de um grande time do Verdão e não citar o profissional que fica entre as metas seria uma injustiça. Ao perder Fernando Prass, lesionado, os paulistas depositaram a confiança no reserva Jaílson. Aos 35 anos, ele fez jus à história de arqueiros do time, tornando-se decisivo na reta final.
“Linha atacante de raça”. Antes de encantar Tite com a camisa amarela, Gabriel Jesus já mostrava seu talento com o manto alviverde. O “9” do Brasil veste a “33” no Palmeiras e, com o perdão da analogia religiosa, foi um dos salvadores. Dos 59 gols marcados (2º melhor ataque), 12 foram de Jesus. “Torcida que canta e vibra”. Com média de 32.052 torcedores por jogo, o time paulista foi a equipe que mais levou público para os estádios. De fato, o clube está próximo de, como diz em seu hino, “mostrar que, de fato, é campeão!”.

 

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