Para torcedores pernambucanos, 51º Super Bowl não é só mais um jogo de futebol americano

Ápice da modalidade, 51º Super Bowl aflora paixão pela bola oval, inclusive no Recife, onde legião de fãs se multiplica

Everton e Anah perpetuam relação que começou por conta do Patriots Everton e Anah perpetuam relação que começou por conta do Patriots  - Foto: Ed Machado

 

Vestir a camisa do seu time, convidar os amigos e sentar em frente à TV para ver um jogo no domingo. Rotina normal para os torcedores de futebol... americano! Isso mesmo, você não leu errado. O número de amantes do esporte da bola oval cresce cada vez mais, principalmente no Recife. De todos os cantos e de todas as cidades, do mais velho ao mais novo, eles se preparam para o momento máximo da modalidade: o Super Bowl. Seja em relacionamentos amorosos ou na “herança” de pai para filho, o esporte mais popular da Terra do Tio Sam está cada vez mais presente no dia-a-dia dos pernambucanos.
“Conheci o esporte pela TV, quando ainda era Luciano do Valle que narrava um jogo ou outro perdido”, diz o médico Paulo Santana, de 56 anos. O primeiro contato dele com o futebol americano foi na década de 90, época em que começou a se apegar ao esporte.

Com a família morando nos Estados Unidos, logo veio a admiração por uma equipe da NFL: o Dallas Cowboys. Pai de três meninos, Paulo conta que, apesar da torcida pela franquia do Texas, dois dos filhos enveredaram por outros lados. “O meu mais velho gosta do Steelers, o do meio torce pra o Dallas e meu caçula gosta do Falcons”.
O também médico do Recife Mariners conta o que mais chamou a sua atenção no esporte americano. “A estratégia. A gente fica pensando que é uma violência danada, mas parece um xadrez humano”. O “caçula” de Paulo, Rafael Santana, atuou como quarterback no Recife Mariners, e relata que a família influenciou no gosto pela modalidade. “Comecei a gostar mais por conta dos meus irmãos, vi eles jogando, fiquei com vontade de jogar”. A prática mais os videogames o levou a escolher o Atlanta Falcons que, neste ano, fará a grande final com o New England Patriots, de Tom Brady e companhia. A equipe de Atlanta é a maior paixão do atleta, que não torce para times de futebol no Brasil. “Só acompanho Copa do Mundo e alguns jogos”.

Se de um lado o amor pelo futebol americano passou de pai para filho, do outro o esporte levou à paixão. O estudante Everton Vasconcelos, de 21 anos, e sua noiva, também estudante, Anah Padovani, torcem para o New England Patriots. “Conheci Everton num grupo de futebol americano, ele do Recife e eu de São Paulo. Me apaixonei a primeira vez que o vi falando no grupo, pela foto que ele tinha. Até então eu não sabia o time dele. Conversa vai, conversa vem, até que me mandou um print da tela do notebook dele. Para a minha surpresa, o plano de fundo era uma imagem da bandeira dos Patriots”. O time da “Nova Inglaterra” acabou unindo os dois, e hoje em dia, além da tela do computador portátil e do celular, estampa paredes e camisa do casal.

“Estamos com um plano de fazer uma parede do nosso apartamento só com o tema dos Patriots”, completou.

Everton, também fanático pela equipe de Massachussets desde 2007, conta que começou a torcer por conta de um amigo, fã do rival New York Jets, e que, antigamente, era difícil encontrar mais gente que gostasse do “F.A.”. “Era a época que, se você conhecesse alguém que assistia NFL, queria virar o melhor amigo dele. Então basicamente eu assistia aos jogos sozinho e no outro dia discutia sobre a rodada com meu amigo no colégio”, diz.

O cenário mudou. Hoje é mais fácil acompanhar a NFL, por exemplo. Mas existem aqueles que ainda não estão acostumados com o futebol americano, ou olham meio de lado para a modalidade. Visto isso, o Super Bowl pode ser uma boa oportunidade para curtir e aprender, como fala Everton. “O Super Bowl geralmente é o jogo que mais atrai as pessoas para gostar da NFL. Porque não se trata apenas de uma partida de futebol americano, é um dos grandes eventos esportivos no mun­­do. Com uma bela cerimônia de abertura e show de grandes artistas no intervalo”.

Seja o Super Bowl ou a temporada regular, o futebol americano se consolida como mania local. Com oito equipes full-pads (com todos os equipamentos) na Região Metropolitana do Recife, fica clara a influência que a NFL teve em Pernambuco, especialmente depois do aumento no número de jogos transmitidos na TV fechada e de produtos nas lojas de material esportivo espalhadas pelo Brasil. E com mais gente torcendo, até no mesmo nível de dedicação que um torcedor do futebol da bola redonda.

 

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