Paralisação trava monitoramento de clubes sobre 'joias' do Santa

Departamento de base coral se diz preocupado com cenário pós-pandemia, em meio a queda substancial de receitas no clube

Juventude visada no Santa CruzJuventude visada no Santa Cruz - Foto: Rafael Melo / Santa Cruz

A queda de receitas vem abalando as estruturas dos clubes brasileiros, que, no momento, sofrem com a paralisação de jogos, devido à pandemia do novo coronavírus. Muito discute-se, por exemplo, sobre os prejuízos no condicionamento físico de atletas, salários e dificuldades financeiras enfrentadas. No Santa Cruz, com exceção da questão trabalhista, ainda indefinida entre dirigentes e o departamento de futebol, várias perguntas já deixaram de ser incógnitas. Outros questionamentos e não menos importantes vêm à tona e referem-se às categorias de base do clube, que antes da suspensão dos jogos já lidavam diariamente com dificuldades estruturais, e hoje vêm um cenário ainda mais agravado.

Em contato com a Folha de Pernambuco, o diretor do Departamento de Base coral, Rogério Guedes, relatou a interrupção de tratativas entre a direção e clubes interessados em pratas da casa, um dos efeitos certeiros da suspensão do futebol.

“O clube se sente na obrigação de negociar, no mínimo, dois atletas (por ano) porque é onde vai ter esse respiro financeiro. Até agora mesmo, porque perdeu muita receita. Então, muitas coisas que estavam engatilhadas, monitoramentos, foram paralisados. Tem vários casos de atletas que outros clubes estavam acompanhando, mas os meninos nessa idade têm uma oscilação normal dentro do futebol, mesmo treinando todos os dias. E com a paralisação, a gente fica com um pouco de receio. Alguns clubes vinham monitorando, gostando e já com algumas conversas com o presidente (Constantino Júnior), mas a gente não sabe o que vai acontecer quando passar por isso”, contou o dirigente das categorias inferiores. 

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Para os recém-integrados ao elenco profissional, a situação é similar, mas ainda mais grave se comparado o ativo que os cinco -João Cardoso, André, Felipe Cabeleira, Felipe Almeida e Rockenedy (quarto goleiro), de apenas 17 anos- somam e podem servir de retorno ao clube, em caso de futuras negociações. De acordo com Rogério, um montante em torno de R$ 20 milhões.

“Essa paralisação está sendo um pouco prejudicial para o clube em questão de vários atletas da base que hoje estão no profissional estavam sendo monitorados por outros clubes e que poderiam ter feito negociações. E a gente sabe que a questão financeira do clube, quando passar essa pandemia, vai estar agravada. Então, vamos ter que mudar um pouco, fazer um plano B, um plano C”.

Guedes descartou a possibilidade de o departamento reduzir o número de atletas ou de integrantes. Segundo ele, a recomendação é que todas as categorias sejam asseguradas. Mesmo assim, garantiu que um planejamento está sendo feito para a redução de custos com deslocamento, por exemplo, no período pós-pandemia.

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