Pecados que culminaram na derrocada do Santa Cruz

A Folha de Pernambuco apresenta sete motivos da má fase do Tricolor no segundo semestre

Filme "A Maldição da Floresta"Filme "A Maldição da Floresta" - Foto: Divulgação

Acreditar na permanência do Santa Cruz na Série A virou uma tarefa bastante difícil. Para reverter sua situação na competição nacional, os tricolores terão que fazer os mesmo 23 pontos, conquistados em 27 rodadas, nas próximas 11 que estão por vir. Ou seja, quatro derrotas decretarão sua queda para Série B. “Temos que buscar força onde não temos para tentar dar a volta por cima. A situação é difícil. A situação no clube não é nada fácil. Os jogadores nos deram sinais que preocupam bastante”, disse o técnico Doriva, após a derrota por 3x1 para o Figueirense. Diante de tal cenário, a Folha de Pernambuco aponta os sete pecados capitais que selaram a derrocada coral nesta Primeira Divisão. Vale lembrar que os tricolores estão atualmente na vice-lanterna do campeonato, com seis derrotas, cinco empates e 14 derrotas. O aproveitamento é de 28,4%.

1.Faltou banco

Não é difícil para o torcedor tricolor dizer de cor a escalação do Santa Cruz. Esta situação, normalmente, significa que uma equipe vai bem, com o segredo apontado para a repetição do time titular. No caso coral, isso é uma necessidade. Alguns jogadores são considerados insubstituíveis no Arruda. São os casos, por exemplo, de Léo Moura, João Paulo e Keno. Tanto que ficaram de fora da primeira partida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, por cansaço muscular. No confronto contra o Figueirense, domingo passado, o zagueiro Luan Peres teve que atuar como lateral-esquerdo, pela falta de um substituto para Allan Vieira.

2.Arruda perdeu força

Antes do início da Série A, a aposta do clube estava depositada na força do Arruda. Passadas 28 rodadas, o estádio tricolor não funcionou como esperado. Contabilizando apenas os jogos que o Santa Cruz fez no Recife, o aproveitamento é de 41,03%, com cinco vitórias, um empate e sete derrotas em 16 jogos. O clube é o 19º colocado neste quesito entre os demais concorrentes.

3.Instabilidade de Grafite

O início de Série A de Grafite foi avassalador. Em dez partidas, o centroavante marcou oito gols. Com este desempenho, chegou a ser artilheiro da equipe na Série A do Campeonato Brasileiro. Mas a fonte secou. Nos 12 jogos seguintes, o jogador não balançou uma vez sequer, totalizando três meses de seca.

4.Adversários diretos

O Santa Cruz almejava uma vitória contra o Figueirense, domingo passado. Acumulou, no entanto, nova derrota (3x1). Ou seja, seguiu a própria lógica que tem apresentado neste returno da Série A. Levando em consideração apenas adversários diretos do Tricolor, nenhuma vitória foi conquistada. Os corais encararam Vitória (2x2), Cruzeiro (2x0) e Sport (5x2).

5.Contratações sem efeito

Após o fim das competições regionais do primeiro semestre, o Santa Cruz fez mais de dez contratações para a disputa da Série A. A qualidade esperada pelo torcedor, no entanto, não foi vista em campo com a estreia desses jogadores. Apenas o zagueiro Luan Peres, o volante Derley e o meia Pisano conseguiram se firmar como titulares da equipe. Por outro lado, jogadores como Roberto, Marion e Danilo Pires pouco foram aproveitados.

6.Pouca variação tática

Não foi muito difícil para que os adversários do Santa Cruz descobrissem como o campeão estadual e do Nordeste atuava. Nos tempos de Milton Mendes, os tricolores venciam jogos na base do contra-ataque, apostando na velocidade de Keno e Arthur, com Grafite como referência. Com Doriva, o time passou a ter mais um jogador no meio de campo (Pisano), mas a aposta em Keno continuou. Por conta disso, o jogador se tornou o destaque do time. Mas, sozinho, não pode fazer muita diferença.

7.Problemas extracampo

O Santa Cruz iniciou a Série A ostentando uma marca de 14 jogos sem derrotas. Nas primeiros quatro partidas, aumentou o número para 18. Problemas extracampo com o técnico Milton Mendes, no entanto, fizeram o time descer ladeira abaixo. Funcionários do clube, jogadores e membros da diretoria chegaram a relatar clima pesado gerado pelo treinador. E o então comandante se mostrou incomodado por trabalhar e jogar no Arruda. Segundo ele, as condições de treino eram poucas. Além disso, atletas tiveram problemas de relacionamento.

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