Peleja de emoções e metas distintas

Náutico e Santa se encontram pela 7ª vez com objetivos opostos: um tenta sair da lanterna, o outro voltar ao G4

Diego Miranda deve fazer sua estreia com a camisa alvirrubraDiego Miranda deve fazer sua estreia com a camisa alvirrubra - Foto: Anderson Stevens

Uma enxurrada de reforços pós-Estadual e mudança de treinador durante o Nacional. Cenários vividos por Náutico e Santa Cruz no primeiro semestre. Mas basta olhar a tabela da Série B para perceber que os clubes, dentro de campo, vivem situações diferentes na temporada. O Timbu é o lanterna do torneio. A Cobral Coral está na zona intermediária, entre o sonhado G4 e a temida zona de rebaixamento.

O Clássico das Emoções deste sábado, na Arena de Pernambuco, será o sétimo
confronto entre os rivais em 2017. São duas vitórias para cada lado e dois empates.

Além da importância envolvendo os objetivos de cada time na competição, os três pontos são válidos na disputa do “Troféu Gena”, que premiará a equipe que somar mais pontos nos embates. O homenageado vestiu a camisa de ambos os clubes na década de 60. O duelo está empatado em 7x7 e, depois do jogo de hoje, haverá mais um encontro, pelo returno da competição. Quem vencer garantirá, no mínimo, a divisão do troféu com o adversário.

Como é de costume, o técnico Beto Campos fechou o último treino antes do jogo e não confirmou a escalação do Náutico. Recuperando-se de dores na coxa, Gilmar segue como dúvida para o confronto. A tendência, porém, é que o camisa 84 desfalque o setor ofensivo. Gerônimo é o provável substituto. Na defesa, o treinador deve manter o quarteto formado por Sueliton, Breno, Feliphe Gabriel e Léo Carioca.

Léo, lateral-direito que foi regularizado recentemente, ficará no banco de reservas.
No meio, Diego Miranda deve fa­zer sua estreia, ocupando a vaga de Henri­que Ávila pelo lado esquerdo. “Vou procurar ajudar o time, com um bom passe e chute de fora da área. Queria ter estreado contra o Juventude, mas não deu por conta da documentação”, afirmou o meia.

A tática do mistério também é utilizada pelo Santa Cruz. Assim como o técnico Beto Campos, Givanildo Oliveira não confirmou a escalação, mas deu pistas da equipe no treino de sexta-feira, o último antes da par­tida, em Aldeia. De última hora, duas baixas: o atacante Ricardo Bue­no, vetado por conta de um e­de­­ma na coxa direita, e o meia Thiago Primão, que voltou a sentir dores na panturrilha e será desfalque pelo quarto jogo seguido.

“Posso adiantar que Pitbull vai começar o jogo. Os outros nove (joga­dores) vou ter que esperar um pou­co”, simplificou o treina­dor na coletiva de imprensa às vésperas do clássico. Apesar de não ter revelado o time titular, a tendência é que o Santa comece atuando com Júlio César; Gabriel Vallés, Jai­me, Bruno Silva e Tiago Costa; Wel­lington Cézar, Derley e João Paulo; André Luís, Halef Pitbull e Augusto.

A grande novidade da equipe é a presença de Halef Pitbull. Ainda artilheiro do time na temporada, com oito gols, ao lado do zagueiro Ander­son Salles, ele volta a ganhar uma oportunidade. Fato que não a­con­tecia desde o jogo contra o Amé­rica/MG, no dia 21 de junho, pela 9ª rodada do Brasileiro. Givanildo Oliveira explicou a opção por escalar o atacante. “Só tive tempo de fazer um coletivo desde que cheguei, porque temos jogo em cima de jogo. Isso é chato. Escolhi Pitbull pelos treinamentos”, pontuou.

Após o empate em 2x2 com o Luverdense/MT, em Lucas do Rio Verde, na última terça-feira, o Santa Cruz ficou a cinco pontos do G4 e segue brigando na parte de cima da tabela da Série B.

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