Pernambucanas se apresentam à seleção sub-15

Mariana Medeiros e Manuella Almeida buscam vaga na convocação final para o Sul-Americano da categoria, no Chile

Mariana Medeiros, armadora do Nosso Clube/Instituto VitalizaMariana Medeiros, armadora do Nosso Clube/Instituto Vitaliza - Foto: Cortesia

Duas jovens apostas do basquete pernambucano se apresentam, nesta segunda-feira (8), à seleção brasileira sub-15 da modalidade. A armadora Mariana Medeiros, de 14 anos e 1.65 metro de altura, e a pivô Manuella Almeida, da mesma idade, mas medindo 1.83 metro, foram convocadas para a última fase de treinamentos da equipe nacional, que se prepara para disputar o Sul-Americano da categoria, entre os dias ‪29 de outubro‬ e ‪3 de novembro‬, na cidade de Aysén, no Chile. Vinte e duas atletas foram chamadas pela técnica Vânia Paulette, mas somente 12 irão ao campeonato. Os treinos decisivos acontecem na cidade de Americana, em São Paulo.

As pernambucanas, que competem pelo Nosso Clube/Instituto Vitaliza, projeto social que recebe meninas de baixa renda e fornece bolsas de estudos às que mais se destacam, são as únicas representantes do Nordeste na convocação. As demais defendem equipes do eixo Sul-Sudeste - 10 de São Paulo, cinco de Santa Catarina, quatro do Rio de Janeiro e uma do Paraná.

Manuella começou no basquete há dois anos, após ser vista pela experiente treinadora Ceça Vasconcelos, que apostou na menina pela elevada estatura. Ela, que já disputou campeonatos pela seleção pernambucana, terá a primeira experiência em uma seleção nacional de base. “Fiquei muito feliz quando recebi a notícia que iria participar da seletiva. Vi que todo meu esforço estava sendo notado e recompensado. Tenho em mente que tenho condições de ficar entre as 12 melhores do Brasil para disputar o campeonato no Chile” disse Manuella, ressaltando a versatilidade como um diferencial no seu jogo. “Sei jogar bem dentro e fora do garrafão”, contou ela, que é uma das mais altas da equipe.

Mariana, que iniciou no basquete aos oito anos depois de experimentar outras modalidades, como futsal, natação e até dança popular, esteve na equipe nacional que foi vice-campeã do Sul-Americano sub-14 no ano passado, na Colômbia. De lá para cá, aperfeiçoou fundamentos para seguir figurando nas seleções de base e sabe bem o que precisará fazer para assegurar uma vaga na delegação final. “O que elas mais querem da minha posição é que faça o time jogar. Então o que eu tenho que fazer é organizar time, fazer ele jogar e depois pensar no ‘meu jogo’, que é de aproveitar as jogadas que oferecem chance de pontuar”, disse Mariana. “Meu jogo é de pontuação, mas lá eu preciso ficar mais tempo sem bola. Então minha média de pontos por jogo, que é em torno de 15, deve diminuir”, completou, que já disputou competições como Encontro Sul-Americano de Basquete, Campeonato Brasileiro e Jogos Escolares da Juventude.

"Essa é uma oportunidade única. Eles estão sempre de olho na gente, só que a gente nunca sabe. Então aproveitei bem as competições grandes que a gente foi, como o Brasileiro de Clubes, onde estava a assistente da seleção, para jogar tranquila e confiante. Estar entre as melhores do Brasil é uma honra, mostra que estou no caminho certo e tenho que me dedicar cada vez mais, pois não é fácil", finalizou Mariana.

Veja também

Destaque contra o Bahia, Ewerthon vê Sport se livrando da queda: 'vamos ganhar três ou quatro'
Sport

Destaque contra o Bahia, Ewerthon vê Sport se livrando da queda: 'vamos ganhar três ou quatro'

Hélio dos Anjos terá reunião nesta quarta (27) para tratar de renovação com o Náutico
Futebol

Hélio dos Anjos terá reunião nesta quarta (27) para tratar de renovação com o Náutico