Pernambucanos reverenciam ensinamentos de Carlos Alberto

Jogadores, ex-atletas e personalidades do desporto local prestam homenagens ao eterno capitão

Ministro da Justiça, Torquato JardimMinistro da Justiça, Torquato Jardim - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornalistas, dirigentes e atletas pernambucanos, alguns que conviveram com Carlos Alberto Torres, também prestaram suas homenagens ao ex-jogador, falecido ontem, vítima de infarto fulminante. Um deles foi o ex-diretor do Náutico, Américo Pereira.

 Os dois iniciaram uma amizade na década de 80, quando o Capita foi treinador do Timbu. “Estou profundamente triste. Perdemos um grande líder e um grande homem. Todos viram o que ele fez pelo Brasil e pelo futebol. Ele era um amigo meu e agora tudo que posso fazer é rezar por ele”, disse Américo, com a voz embargada.
Para o jornalista Claudemir Gomes, a importância de Carlos Alberto Torres ultrapassava as fronteiras do gramado. “Ele fez parte de uma geração vitoriosa, mas não se tornou celebridade apenas pelo que fazia em campo. Ele era um líder nato e vai ser lembrado também por seus ensinamentos sobre o esporte. É uma perda grande. Para o Brasil, o Capita tinha o mesmo peso que tem Beckenbauer na Alemanha”, apontou.
Tetracampeão com o Brasil em 1994, Ricardo Rocha esteve com Carlos Alberto no último fim de semana e não escondeu o choque com a morte. “Conversei com ele no domingo passado e tínhamos marcado para nos encontrarmos na quinta. Soube que ele estava em casa, fazendo palavras cruzadas quando passou mal”, afirmou o ex-zagueiro, em entrevista à Folha de Pernambuco. “Era um amigo, uma pessoa extraordinária e de um coração bom. Sempre buscava ajudar o futebol brasileiro. Um dos seus sonhos era que os jovens jogadores do Brasil pudessem ficar mais tempo aqui no País e não sair tão cedo para a Europa, aumentando a idolatria deles com os clubes daqui”, completou.
“Carlos Alberto Torres foi um verdadeiro capitão. Não tive o prazer de conviver de perto, mas conheço muito seu filho, sua imagem e semelhança. Pessoa educada, fina e que representa o futebol nacional na essência. Grande atleta, grande nome de nosso esporte que está de luto hoje (ontem). Respeito ao grande Capita, que Deus o receba de braços abertos e conforte sua família”, declarou Juninho Pernambucano.
À reportagem, Hernanes, meia da Juventus, recordou-se do futebol vistoso do lateral-direito. Vale lembrar que Carlos Alberto Torres foi eleito o melhor atleta da posição do século 20. “Um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Um capitão nato.

Habilidoso, clássico, desarmava com estilo e saía jogando com elegância. Um dos laterais pioneiros na arte de atacar. O homem que levantou uma das taças mais importantes da história do futebol brasileiro: a do tricampeonato mundial em 1970. Uma grande perda”, disse o pernambucano.

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