Presidente do Náutico presta depoimento após desferir tapa em torcedor do Sport
Mandatário alvirrubro argumenta que camarote em que estava foi alvo de xingamentos e lançamentos de copos de cerveja
O presidente do Náutico, Bruno Becker, se envolveu em uma confusão no último sábado (30), na Ilha do Retiro, durante o Clássico dos Clássicos válido pela Série B. O mandatário alvirrubro foi flagrado desferindo um tapa no rosto de um torcedor rubro-negro que estava no camarote ao lado e teve que ser encaminhado à delegacia do estádio. Ambos prestaram depoimentos.
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O clássico entre Sport e Náutico já estava quente nos bastidores, desde as questões dos valores dos ingressos para a torcida visitante ou, do acesso do Timbu na chegada ao estádio.
O clima esquentou ainda mais durante a bola rolando, mas não foi necessariamente dentro do gramado. O momento em que se deu a confusão entre Bruno Becker e o torcedor leonino, identificado como Márcio Luiz, se deu um pouco antes do primeiro gol rubro-negro.
A direção alvirrubra foi colocado dentro de um camarote da Ilha do Retiro, vizinho a outro em que estavam torcedores do Sport.
Versões
A versão do dirigente alvirrubro é que sua comitiva vinha sofrendo xingamentos e algum momento, o torcedor jogou cerveja no camarote, atingindo a irmã do presidente, Roberta Becker. Isso teria sido o motivo da reação de Becker.
“Colocaram a mim, a minha família, a minha irmã, o meu irmão, o meu sobrinho de 10 anos, conselheiros do clube e a diretoria do Náutico no meio da torcida do Sport. Não só eu recebi, mas várias pessoas no camarote também, copos de cerveja, agressões verbais e xingamentos”, começou o presidente do Náutico, Bruno Becker.
“Quando começou o jogo, as provocações continuaram, com murros na parede, até que abriram a janela de vidro e começaram a jogar cerveja. É preciso se tomar providências. Vamos registrar um Boletim de Ocorrência. Eu quero crer que isso não foi orquestrado. Nós ficamos em situação de vulnerabilidade. Escutei pessoas gritando e dizendo que todos iriam apanhar”, relatou Becker.
Por outro lado, o torcedor rubro-negro negou qualquer agressão e disse que estava comemorando o pênalti assinlado em campo.
“Eu estava comemorando o pênalti a favor do Sport quando ele me agrediu, só isso. Eu não estava provocando ninguém. Eu fiz um coração para a torcida do Sport, estava interagindo com a torcida do Sport. Não arremessei nada, não fiz nada”, afirmou Márcio Luiz, torcedor rubro-negro.
Após o ocorrido, os envolvidos foram encaminhados à Unidade Móvel da Ilha do Retiro e todos os processos foram realizados com a Polícia Civil de Pernambuco (PC-PE). O presidente Bruno Becker teve a escolta da Polícia Militar durante todo o processo.
"Sobre a ocorrência, a Polícia Civil de Pernambuco informa que o caso foi registrado pela Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva no dia 30/05. As partes envolvidas foram ouvidas na Unidade Móvel da Ilha do Retiro, um Termo Circunstanciado de Ocorrência foi lavrado e elas encaminhadas para o juizado do torcedor", informou a PC-PE por meio de nota. .

