Pressionado, Vadão defende respaldo recebido pela CBF

Última vitória da seleção brasileira foi em julho de 2018, contra o Japão. Time vem de dez derrotas em 11 jogos

Vadão, técnico da seleção brasileira femininaVadão, técnico da seleção brasileira feminina - Foto: Divulgação/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, na manhã desta quinta-feira (16), a lista das 23 convocadas para a Copa do Mundo feminina, que será disputada na França, entre os meses de junho e julho. As atletas que vestirão a camisa nacional no evento são: Aline, Bárbara, Letícia Isidoro, Fabiana Baiana, Letícia Santos, Tamires, Camila, Erika, Kathlin, Mônica, Paula, Andressinha, Formiga, Adriana, Thaisa, Bia Zaneratto, Cristiane, Raquel, Debinha, Geyse, Ludmila, Marta e Andressa Alves.

Na ocasião, o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, não escapou das perguntas sobre a péssima fase vivida pela equipe às vésperas do principal compromisso da atual temporada. A seleção vem de nove derrotas seguidas, mas o treinador segue respaldado pela CBF. E usou o exemplo de Tite para explicar essa condição. "Não sei se você percebeu que essa gestão da CBF está fazendo diferente. No masculino, Tite foi mantido. E agora, com esses resultados negativos, eu também tive a confiança do presidente [Rogério Caboclo]. É uma questão de confiança", analisou Vadão.

O mandatário máximo da entidade estava presente na convocação ao lado do coordenador de seleções, Edu Gaspar, do secretário-geral Walter Feldman e do vice, Ednaldo Rodrigues, e balançou a cabeça positivamente após ser citado por Vadão. Diretor de futebol feminino, Marco Aurélio Cunha ainda citou um jogo-treino vencido pelo Brasil, contra o Canadá, no período correspondente aos reveses, para dizer que não se tratam de nove reveses consecutivos (seriam sete). "Esse jogo existiu. Não computamos, mas vencemos por 1x0 (em 4 de setembro). Todos foram jogados fora de casa, mas, se fizer retrospecto de mandante e visitante, você vai ver como é difícil jogar fora de casa. Todas as derrotas foram por placar apertado, não houve nenhuma acachapante", explicou Cunha.

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O retrospecto recente da seleção tem derrotas para EUA (4x1), Canadá (1x0), Inglaterra (1x 0), França (3x1), Inglaterra (2x1), Japão (3x1), novamente EUA (1x0), Espanha (2x1) e Escócia (1x0). A última vitória foi em julho de 2019, contra o Japão (2x1), no Torneio das Nações. "Você está citando um período negativo, mas a diretoria entendeu que no saldo temos mais positivo que negativo. Tenho experiência para lidar com esse tipo de coisa e tive apoio dentro da CBF. Tenho que dar minha resposta por terem dado confiança ao meu trabalho", acrescentou Vadão. Antes da série de nove derrotas seguidas - são 10 reveses nos últimos 11 jogos -, o treinador venceu a Copa América 2018, derrotando o anfitrião Chile.

A seleção estreia no dia 9 de junho, às 10h30, contra a Jamaica, em Grenoble. Vadão analisou o adversário e comparou o time do Caribe a equipes africanas. "Temos a Jamaica, que é surpresa, pois nunca tinha participado, já tínhamos visto vários jogos. É uma equipe que não foge da característica do futebol africano, muita estatura, atacantes altas, que sabem proteger. Pressionada, vai esticar a bola nesta atacante. É uma equipe forte, veloz. E podemos explorar outras coisas que percebemos, distância entre as linhas. Equipe nos moldes africanos", disse o treinador. Depois, no dia 13, o Brasil enfrenta a Austrália, em Montpellier, às 13h, e encerra a participação na fase de grupos contra a Itália, em Valenciennes, no dia 18, às 16h.

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