Problemas, pressão e metas: Roberto analisa semana no Náutico

Técnico do Náutico comentou sobre críticas que vem recebendo da torcida, citou as metas para as próximas rodadas e lamentou os problemas médicos que estão acometendo o elenco

Roberto Fernandes, técnico do Náutico Roberto Fernandes, técnico do Náutico  - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

A empolgação após o título do Campeonato Pernambucano e a superioridade na tradição perante boa parte dos adversários gerou no Náutico um clima de confiança para a disputa da Série C. Três rodadas depois, a situação é bem diferente. “Nosso início está muito distante daquilo que esperávamos”, disse o técnico Roberto Fernandes. Na lanterna do Grupo A, com apenas um ponto, o Timbu vai encarar o Confiança, sábado (5), na Arena de Pernambuco, tentando se reerguer no torneio. Mas a semana de preparação para o jogo foi complicada, com problemas na montagem do time e pressão em cima do treinador por parte da torcida. O comandante analisou cada um dos pontos e, mesmo não escondendo a preocupação com o cenário atual, manteve a crença em uma recuperação.

O Náutico já tinha problemas de sobra com as lesões do lateral-direito Thiago Ennes e do zagueiro Camacho. Mas nada está tão ruim que não possa piorar. Contra os sergipanos, o time pode perder outros dois atletas da defesa: Breno Calixto e Rafael Ribeiro. O primeiro está com dores na panturrilha, enquanto o segundo está com um desconforto na coxa. “Se o jogo fosse hoje, eu teria apenas Camutanga para zaga. Breno estaria vetado, Camacho está no departamento médico e o Rafael foi fazer exame. Ou colocamos Régis Potiguar, ou Negretti vai para zaga”, lamentou o técnico. Isso sem falar na ausência de Ortigoza, fora da partida por conta de uma lesão na região que fica atrás do joelho. O meia Wallace Pernambucano deve ser improvisado no ataque.

O “namoro” da torcida com o treinador ficou abalado após os tropeços na Série C. Parte dos alvirrubros chegou a pedir a demissão do profissional. Mas Roberto prefere minimizar o caso. “Estou 18 anos trabalhando nisso e sei que cada torcida tem particularidade. Umas são mais participativas, outras mais tolerantes. Sei como funciona a do Náutico. Não farei critica porque ela tem nos apoiado, mas sempre há alguns ansiosos. Depois do jogo contra o Atlético/AC, acho que chegaram umas cinco mil mensagens na minha rede social pedindo minha saída. Ao longo da semana, vieram outras cinco mil dizendo ‘estamos juntos, confiamos em você’. O apoio dos torcedores é fundamental. Tenho certeza que, aqueles que jogaram a toalha, são pessimistas por natureza. A torcida precisa mostrar que o Náutico está apenas de passagem na Série C”, frisou.

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Metas

O foco do Náutico está no Confiança, mas isso não significa que o treinador evite criar projeções para os duelos seguintes. “Temos como planejamento, ainda em maio, conseguir entrar na zona de classificação. Temos três jogos em casa e um fora. Se repetirmos o desempenho que temos como mandante (na temporada), podemos virar essa chave. Se vencermos o Confiança e depois emplacarmos outra vitória, nós sairemos da lanterna para brigar pela quinta ou sexta colocação. Mas se vencermos, vocês também vão me ouvir falando que estamos longe do ideal ainda”, finalizou.

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