Esportes

Proibido no país, futebol feminino já foi atração de circo

No início do século passado, o futebol jogado por mulheres era considerado bizarro

Disposição da primeira Seleção Oficial Feminina, em 1988. Nesse ano foi disputado um torneio teste, pela Fifa. Disposição da primeira Seleção Oficial Feminina, em 1988. Nesse ano foi disputado um torneio teste, pela Fifa.  - Foto: Reprodução/ Internet

Quando o governo Getúlio Vargas proibiu a prática do futebol feminino em 1941, o esporte, que chegou aos jornais e passou a suscitar o debate sobre sua legitimidade, foi vítima da sua própria popularidade.

Antes disso, porém, não era visto de forma menos marginalizada. No início do século passado, o futebol jogado por mulheres era considerado bizarro a ponto de ser apresentado como atração de circo.

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Fundado em 1913, em Curitiba, o Circo Nerino percorreu o país por 52 anos. Armandine Avanzi, esposa de Nerino Avanzi, o Palhaço Picolino, era uma das atrizes do número "Futebol Feminino", que também contava com sua irmã, Myris Fernandes.

Proibido, o jogo continuou sendo praticado por mulheres, só que de maneira clandestina ou em casos específicos, como uma partida beneficente em 1959 entre atrizes do teatro de revista. Até que o governo militar, em 1965, tornou a proibição expressa.

A abertura para o fim da proibição se iniciou na década seguinte, com a criação da Federação Internacional do Futebol Feminino, em 1970, ano também do primeiro torneio de seleções da modalidade.

A proibição ruiu de vez em 1979, quando a regra que impedia a prática do futebol feminino foi revogada pelo Conselho Nacional de Desportos. A regulamentação da modalidade no Brasil, no entanto só seria realizada em 1983.

O regulamento, ainda assim, contava com determinações estranhas: partidas com duração de 70 minutos, com intervalo de 15 a 20 minutos; proibição de cobrança de ingresso para os jogos; e impedimento às jogadoras de trocar camisas com as adversárias após as partidas.

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