Punição ao Brasil gera expectativa em confederações

Exames feitos contra a dopagem no Brasil perderam a validade internacional

Policiais militaresPoliciais militares - Foto: Arthur Mota

 

Após a Wada (Agência Mundial Antidoping) declarar, no último domingo, que a ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) está fora de conformidade com seus padrões internacionais, presidentes de confederações esportivas afirmaram esperar a extensão das sanções que serão dadas ao País. Sem a agência nacional, os exames antidoping no território brasileiro podem terminar sob tutela de entidades esportivas ou federações internacionais que tenham atletas em seus grupos-alvo.
As confederações, porém, adotam cautela sobre qualquer movimentação a respeito. “Não tivemos uma posição oficial sobre o que vai acontecer”, disse José Antonio Martins Fernandes, chefe da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). A CBAt mantém uma pequena estrutura antidoping interna e tem uma cláusula com seu principal patrocinador, a Caixa Econômica Federal, para manter programas de educação e prevenção. Porém, desde que a ABCD se tornou autoridade única de controle antidoping no Brasil, a CBAt não faz mais coletas ou processa exames.

João Tomasini, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, disse acreditar que o descredenciamento não prejudicará tanto o dia a dia de sua modalidade. “O governo não vai pagar esse mico de ficar fora [descredenciado]”, comentou. A descrição completa das sanções que serão impostas pela Wada será divulgada em breve, mas espera-se que o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, que fica no Rio e custou ao governo federal R$ 188 milhões, perca sua certificação. A ABCD ficará sem chancela para testes e gerir resultados.

O processo de obtenção de novo aval deve demorar. O Brasil precisará cumprir uma série de procedimentos e análises de técnicos da Wada ao longo dos próximos meses. Ontem, o Ministério do Esporte, a quem a autoridade se reporta, disse lamentar “profundamente” e discordar “integralmente da decisão” da agência. A criação do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem foi um dos principais pontos que levaram à decisão pelo descredenciamento.
“Temos adotado todos os procedimentos sugeridos pela Wada, a quem mantemos informada dos passos que havemos dado”, prosseguiu a nota da pasta. A definição dos nomes que vão compor o tribunal será feita ainda no final deste mês e ele deve entrar em funcionamento em fevereiro.

 

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