Raí falou com jogadores do SP antes de contratar Dani Alves

Diretor de futebol do clube paulista revelou ter tido uma conversa com os atletas antes de contratar o lateral

Daniel Alves é a principal contratação do futebol brasileiroDaniel Alves é a principal contratação do futebol brasileiro - Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Diretor de futebol do São Paulo, Raí contou ter conversado com os jogadores do clube antes da contratação de Daniel Alves, em agosto. O cuidado foi motivado pelas dívidas do clube nos últimos anos e pelo salário do jogador -cerca de R$ 1,5 milhão entre salário e direitos de imagem.

Em entrevista ao Valor Investe, Raí disse que a conversa com os jogadores foi para garantir que o reforço não afetaria seus recebimentos. "Sim, a gente teve esse cuidado. E foi tudo bem aceito e compreendido. Até porque fomos claros em colocar que não vai ser só o clube que vai pagar. Antes de fechar e depois que fechou, fiz questão de passar para o time que isso não ia mudar em nada a situação deles", explicou.

O ídolo da torcida são-paulina também falou sobre a pressão por títulos -o último conquistado pelo clube foi o da Copa Sul-Americana, em 2012. "Não tem como evitar (pensar nisso). Eu até não penso muito, mas o assunto sempre vem. É o bode da sala. Aquela coisa: você pode até melhorar, mas não importa, tem que ganhar", falou.

Sobre o fato de os jogadores terem sido consultados antes da contratação do técnico Fernando Diniz após a saída de Cuba, Raí disse que não acompanhou todas as notícias que saíram e que "no futebol tudo é exagero".

"O Cuca resolveu sair em um momento inesperado, tivemos pouco tempo para responder. Ouvimos os jogadores, e foi muito saudável, mas se viesse deles outro nome com o qual a gente não concordasse, não ia rolar. Teve uma convergência. E isso é bom, me deixa ainda mais otimista na crença do trabalho do Diniz."

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Questionado sobre o que o futebol brasileiro precisa, o diretor de futebol respondeu: "Clubes que se unam e debatam interesses comuns próprios". "Tem espaço para os clubes pensarem o futebol como um grande negócio. Entre eles mesmo, para depois ver a repartição. Não adianta fazer um grande trabalho se o sistema em que se está inserido não é consistente", argumentou.

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