Recife Mariners à procura de um lar

Derrota para o Espectros marcou a despedida do Recife Mariners dos Aflitos. O time agora busca nova casa

Secretaria Estadual de SaúdeSecretaria Estadual de Saúde - Foto: Divulgação

 

A temporada 2016 do futebol americano nacional acabou para o Recife Mariners. O principal time do Estado foi derrotado pelo João Pessoa Espectros no último sábado e deu adeus às chances de título da Conferência Nordeste. Agora, passada a decepção de cair mais uma vez nos playoffs da competição, a equipe tem que virar a página para vencer um novo desafio: encontrar uma casa para chamar de sua.
O confronto marcou não só o fim da temporada, mas também a despedida do Mariners dos Aflitos. O estádio, que voltará a ser utilizado pelo Náutico para jogos de futebol em 2017 será fechado para reforma. Com a escassez de praças locais para a prática do esporte americano, a escolha de um novo campo tende a ser difícil.

O presidente do Mariners, Júlio Adeodato, afirma que o projeto para 2017 deve começar a ser planejado até o fim deste ano. “Ainda não está claro o que faremos. Não existem campos bons disponíveis.” A realidade, não só para os “Marinheiros”, como para as outras equipes, é complicada. Neste momento, os locais à disposição para a prática do futebol americano ficam longe do centro do Recife (Ademir Cunha, Municipal de Camaragibe, Olindão), sendo de difícil locomoção para um público ainda pequeno.

Uma alternativa para os Azuis poderia ser a Arena de Pernambuco, que foi utilizada algumas vezes em finais anteriores à da Superliga Nordeste. Mas, segundo Júlio, as dificuldades em termos financeiros e de organização são os empecilhos. “Estudamos a Arena, mas é muito caro, não seria viável financeiramente. Além disso, não é um projeto fácil.”

Outro ponto que poderia ser cogitado é ter um planejamento igual ao do Timbó Rex, time de Santa Catarina, que construirá um estádio próprio com capacidade para cerca de cinco mil espectadores. Porém, Júlio afirma que um local exclusivo para o Mariners faz parte de uma realidade distante. “É difícil. Principalmente porque qualquer campo para ser ajeitado exige um custo altíssimo com o gramado”, analisa.

O presidente, que também é jogador do Mariners, ainda comenta que, para o atual campeão do Nordeste, a situação é mais fácil. “Na Paraíba, por exemplo, o governo dá apoio ao João Pessoa Espectros, cede campo. Com isso, diminui o risco deles terem este problema que a gente está tendo”, compara.

 

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