Refeno ajuda a formar velejadores

Projeto Vela Jovem ajuda novos talenos do optimist a fazer a transição para outras categorias da modalidade

Filme "12 Horas Para Sobreviver - O Ano da Eleição"Filme "12 Horas Para Sobreviver - O Ano da Eleição" - Foto: Divulgação

Um dos clubes de vela mais tradicionais do Nordeste, o recifense Cabanga tem despontado nos últimos anos através do regular trabalho de iniciação esportiva. A criação de uma escolinha de Optimist, considerada a categoria de base da modalidade, possibilitou a formação de uma Flotilha de Optimist forte, competitiva, que vem mostrando a eficiência da preparação realizada através dos expressivos resultados obtidos. No final de 2015, o técnico Edival Júnior, que comanda o trabalho com os jovens velejadores do clube, começou a projetar um passo à diante.

Até então, quando estouravam a idade do Optimist, que vai até 15 anos, muitos alunos acabavam se desvinculado da esfera competitiva por não terem um trabalho específico de transição, de mudança de classe. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Yuri Reithler, um dos maiores destaques pernambucanos em sua época do Optimist, mas que demorou a se encontrar na vela após deixar a categoria. Hoje, aos 19 anos, ele é um dos técnicos do Projeto Vela Jovem, no qual atua desde o primeiro trimestre deste ano ao lado de Júnior.

A iniciativa tem como motivação principal a continuidade do trabalho com os jovens e, consequentemente, a renovação da modalidade. O clube não só apoiou a realização do projeto, como investirá cerca de 10% a 20% da renda obtida com as inscrições da 28ª Regata Recife/Fernando de Noronha, que tem largada marcada para amanhã, nas ações da Vela Jovem. “Estamos em atividade, mas ainda finalizando a questão estrutural do projeto, como número de barcos, por exemplo. O clube está dando o start, mas é preciso parceiros para que consigamos fazer a preparação da melhor forma”, disse Júnior, adiantando que o orçamento anual para o Vela Jovem gira em torno de R$ 700 mil a R$ 800 mil, referentes a pagamento de pessoal, aquisição de materiais, entre outros investimentos.

Ter um trabalho de continuidade pós-Optimist era um desejo antigo de Júnior, que está o tirando do papel após vivenciar a dinâmica de um Campeonato Mundial da Juventude. Nas duas últimas edições do evento, mesmo ainda sem trabalhar especificamente com as categorias da Vela Jovem, ele integrou a comissão técnica da seleção brasileira. “Você vê a importância que esses jovens têm em outros países, a exemplo da Austrália. São tratados como futuros atletas olímpicos, e realmente são a semente da renovação. Fiquei encantado e abri definitivamente os olhos para a necessidade de investir nessa continuidade. A própria Confederação Brasileira de Vela também despertou para isso ao criar uma comissão técnica específica para a faixa etária”, destacou o treinador.

As classes trabalhadas na Vela Jovem do Cabanga são 29er (classe específica do Mundial da Juventude), Laser (classe olímpica), Snipe e Hobie Cat 16 (classes pan-americanas). Os atletas em atividade são Marina Huztler e Helena Granja (29er), Luísa Vasconcelos e Clara Pessoa (29er), Vinícius Gondim e Rodrigo Vilarroel (29er), Tiago Monteiro e Thiago Soares (Hobie Cat 16), Maria Eduarda e Artur Granja (Snipe) e Vitor Soares (Laser).

A seletiva para o Mundial deste ano, que acontece em dezembro, na Nova Zelândia, acontece no próximo mês, no Rio de Janeiro. Apenas Marina e Helena e Vinícius e Rodrigo tentarão a classificação, por serem as duplas há mais tempo em treinamento. No próximo ano, a seletiva (Copa Brasil) acontecerá na subsede do Cabanga, em Maria Farinha, e todas as equipes competirão.

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