Referência e líder, Danny Morais minimiza dívida antiga

De volta ao Santa Cruz, zagueiro conta sobre aprendizado fora do Brasil e espera contribuir dentro e fora de campo

Zagueiro Danny Morais na entrevista coletivaZagueiro Danny Morais na entrevista coletiva - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

 

Repatriado pelo Santa Cruz, o zagueiro Danny Morais foi apresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira (5) como novo reforço para a temporada 2018. Perguntado sobre os débitos antigos do clube, ele confirmou que há pendências da passagem anterior (2015-2016), mas espera resolver tudo com tranquilidade. Inclusive, deixou claro nas entrelinhas que a questão dos salários atrasados não foi empecilho para acertar o seu retorno ao Arruda.

“Realmente os débitos existem, mas nunca foi uma condição minha para voltar. Não fui apresentado antes por questões da transação e até devido a uma opção do clube. Claro que eu quero solucionar as dívidas e estando aqui é mais fácil. Mas isso nunca foi um empecilho. Estou correndo atrás disso, não resolvi nada ainda e desde o primeiro dia vim pra cá com tudo pronto. Já cheguei querendo ficar aqui”, revelou.

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Quando defendeu o Tricolor, Danny Morais ganhou identificação com a torcida. Virou liderança tanto dentro como fora de campo, mas também passou por momentos desgastantes, principalmente em 2016, ano em que o Santa foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, tentou minimizar os problemas extracampo e ajudou os funcionários, que estavam há sete meses sem receber, com doações de cestas básicas e até dinheiro. Mesmo depois de enfrentar situações de caos, o defensor se colocou à disposição para exercer o papel de líder em casos de turbulência, no entanto deseja que não seja preciso em 2018.

“Vejo um clube um pouco mais organizado e com uma postura de pés no chão. Espero que cumpram tudo que vem sendo prometido. Sempre briguei por isso e nunca fugi das responsabilidades. Isso é da minha característica, até porque eu trabalho em prol do clube. Eu sempre estive na linha de frente e foi positivo. A maioria dos diretores continua aqui e também quiseram o meu retorno. Resolver problemas dentro e fora de campo faz parte do dia a dia. É preciso se envolver com o extracampo. Sempre brigo pelos funcionários que estão no clube há anos e amam isso aqui. Eu vim pra jogar, quero somar e vou me dedicar dentro de campo. Os problemas desgastam um pouco e espero que não precise ajudar toda hora”, declarou.

Ao deixar a Cobra Coral no fim de 2016 - conquistou um acesso à Série A em 2015 e dois títulos (Copa do Nordeste e Pernambucano em 2016), o jogador de 32 anos foi atuar no Busan IPark, da Coreia do Sul. Após a experiência fora do Brasil, ele contou que ganhou um preparo físico diferente e garantiu estar apto para reestrear com a camisa coral. 

“O futebol lá é muito mais intenso. Para se ter uma ideia, no primeiro amistoso de pré-temporada que fiz, corri 12km. Aqui na Série A, a média era entre 9 e 9,5km. Estou disposto a ajudar não só na filosofia, mas também na organização da equipe”, finalizou o recém-contratado.

 

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