Remanescente da queda em 2017, Jefferson comemora reviravolta

Goleiro do Náutico foi um dos protagonistas na campanha do título da Série C do Campeonato Brasileiro 2019

Jefferson, goleiro do NáuticoJefferson, goleiro do Náutico - Foto: Léo Lemos/Náutico

De todos os participantes do Náutico na campanha do acesso à Série B, o goleiro Jefferson tem uma das histórias de maior superação. O goleiro era, ao lado do zagueiro Rafael Ribeiro e do centroavante Rafael Oliveira, um dos remanescentes do rebaixamento da clube à Série C, em 2017. Diferente dos demais, ele foi titular em toda a reta final de 2019, carregando consigo um peso que durou dois anos. Neste ano, veio a volta por cima. Após empréstimos para Atlético/GO e Joinville, o camisa 1 retornou ao Timbu, conquistando o título da terceira divisão e recolocando o Alvirrubro na Segundona.

“Fico feliz pelo reconhecimento de todos. Eu estava aqui naquele ano difícil do clube. Fiquei muito triste por ser da cidade e formado no Náutico. Mas agora estou realizado por essa reviravolta. Espero que ano de 2020 seja ainda melhor. Estou de férias, mas continuo com os trabalhos de musculação e corrida para não chegar zerado na pré-temporada”, afirmou Jefferson. “Hoje eu me sinto mais maduro. Algumas vezes você quer fazer apenas o feijão com arroz para não comprometer. Depois que você amadurece, eu vi outros tipos de metodologia e pude arriscar mais em alguns lances”, completou.

O protagonismo de Jefferson em 2019 veio principalmente nos dois primeiros mata-matas da Série C, nas quartas e semifinais. Nos dois casos, o Náutico não conseguiu a classificação no tempo normal, definindo seu futuro nas penalidades. Contra Paysandu e Juventude, respectivamente, o camisa 1 pegou um pênalti cada.

“Todos os jogos em 2019 foram especiais, mas o contra o Paysandu é difícil esquecer. Nunca tive uma emoção como aquela”, frisou, elogiando o planejamento do Timbu para 2020. “Manter a base, com os pés no chão, é importante. Essa diretoria sempre honrou os compromissos, com os salários em dia e isso é muito importante. Não adianta oferecer rios de dinheiro se não puder honrar. Sabemos que, mesmo com a conquista, não é possível ficar todos, mas é fundamental ter pelo menos uma base”, apontou.

Ao retornar ao Náutico em 2019, Jefferson encontrou um velho conhecido, o preparador de goleiros Gilberto, que já havia trabalho com o arqueiro alvirrubro anos antes, nas categorias de base. Uma parceria que não acontecerá em 2020, já que o profissional deixou o clube na semana passada. “Isso me pegou de surpresa. Imaginei que ele ficaria até por conta do meu desempenho. Falei com Gilberto depois e ele me agradeceu pelo profissionalismo. Continuaria trabalhando com ele, mas o clube tomou essa decisão e precisamos respeitar. Desejo sucesso e felicidade para ele”, pontuou.

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