Rio-2016 falhou no combate ao doping

Segundo relatório da Agência Mundial Antidoping, aconteceram deslizes graves no controle dos atletas durante o evento

Provas acontecem em novembroProvas acontecem em novembro - Foto: Reprodução/Internet

 

A Agência Mundial Antidoping (Wada) divulgou, ontem, um relatório no qual discorre sobre os métodos de controle antidoping na Rio-2016 e aponta “falhas sérias” nos procedimentos adotados durante o evento. De acordo com o documento, diversos atletas escolhidos para fazerem os exames “simplesmente não puderam ser encontrados”, e “mais de 50% dos testes foram abortados”.
Nomeado “Relatório de Observadores Independentes”, o documento de 55 páginas apresenta mais números alarmantes, como aproximadamente cem amostras que não foram relacionadas a algum atleta devido a erros no preenchimento de dados; pouco ou nenhum exame de sangue durante as competições de esportes de alto risco, “incluindo levantamento de peso”; nenhum teste fora de competição no futebol, o que é classificado como “surpreendente”; e uma amostra que desapareceu e foi localizada apenas duas semanas após os Jogos.

Segundo avaliação da Wada, houve falta de coordenação na equipe encarregada de dirigir o departamento antidoping da Rio-2016. O relatório ainda descreve supostas falhas de funcionários que estavam incubidos de informar os atletas dos procedimentos dos exames e acompanhá-los durante o evento.

A Wada lista diversos motivos que teriam levado às falhas desses acompanhantes: não aproveitamento do conhecimento adquirido em outras edições dos Jogos, resultando em falta de material para treino e orientação; planejamento prévio inadequado; suporte insuficiente a esses funcionários, que teriam passado por pouco treinamento prático, além de ausência de estrutura adequada de transporte para voltarem a suas residências, recebendo um número insuficiente de tíquetes para suas refeições.

Para a agência, a consequência do suposto trabalho inadequado da equipe da Rio-2016 é “minar o respeito e a confiança entre atletas no programa antidoping, e fornecer oportunidades para atletas experientes e inescrupulosos que podem querer manipular o controle antidoping”.

Dívidas
O Comitê Organizador Rio-2016 afirmou que 29 mil pessoas ainda não receberam o reembolso a que têm direito após colocarem ingressos para revenda. Desse total, 20 mil ainda precisam enviar a confirmação dos dados bancários. Segundo o diretor de comunicação do comitê, Mario Andrada, os nove mil que já confirmaram devem receber o dinheiro até hoje.

A Rio-2016 está em dívida também com os estádios Engenhão e Maracanã. No primeiro, está com contas de energia em aberto e, no Maracanã, estão atrasadas contas de água, luz e gás. Tudo sem previsão de quitação.

 

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