River e Boca, enfim, decidem título neste domingo

Decisão histórica e manchada pela violência acontece às 16h30 deste domingo (9), no Santiago Bernabéu, na Espanha

River x Boca, pela final da LibertadoresRiver x Boca, pela final da Libertadores - Foto: Alejandro Pagni/AFP

“A maior final da história da Libertadores da América” deveria ser o único rótulo para o duelo entre River Plate e Boca Juniors, valendo o maior título do continente. A violência, infelizmente, acabou manchando parcialmente uma decisão recheada de rivalidade local. Atos de selvageria contra atletas do Boca tiraram o foco dos gramados. Depois de um imbróglio entre as equipes e a Conmebol, ficou definido que a final será neste domingo (9), às 16h30 (horário do Recife), no estádio Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid/ESP, na Espanha, na cidade de Madri, a mais de 10 mil km de Buenos Aires. O espetáculo sofreu um duro golpe e o capítulo final acontecerá com um gosto amargo de uma festa que poderia ser diferente.

O primeiro jogo da final aconteceu no dia 11 de novembro, no estádio La Bombonera, terminando em 2x2. O segundo e decisivo confronto estava marcado para o dia 24 no Monumental de Núñez, casa do River. Mas, na chegada do ônibus do Boca Juniors ao local, torcedores rivais atiraram pedras no veículo. Alguns jogadores foram feridos por estilhaços, incluindo o capitão do time, Pablo Perez. Dirigentes da Conmebol tentaram convencer os atletas a entrar em campo, mas os presidentes dos clubes optaram pelo adiamento do confronto.

Depois de muita polêmica, envolvendo pedidos de exclusão do River do jogo e proclamação do Boca como campeão, a Conmebol escolheu a Espanha para ser palco da final - Dohar, no Catar, chegou a ser cogitada. Será a primeira vez que a competição será decidida fora da América do Sul. No próximo fim de semana, o ganhador da Libertadores já estará em campo para disputar a semifinal do Mundial de Clubes.

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“Roubaram nosso torcedor. Tínhamos que jogar no Monumental, nas mesmas condições que fomos contra o Boca Juniors”, afirmou o técnico do River, Marcelo Gallardo. O discurso é o mesmo no lado dos xeneizes. “Os jogadores saíram perdendo com essa escolha. Queríamos ganhar no estádio deles”, disse o atacante Tevez. Para a decisão, o Boca terá o retorno do meia Pavón, que se recuperou de uma lesão na coxa esquerda sofrida na primeira partida da final.

Um novo empate no clássico argentino levará a decisão para as penalidades - não há critério de desempate envolvendo gols fora de casa. Se o Boca Juniors for campeão, o clube será ao lado do Independiente o maior ganhador do torneio, com sete troféus. Os rivais buscam o tetracampeonato.

   Vergonha

Mas, independentemente de quem ficar com o título, o clássico já é uma grande vergonha para o futebol argentino. Quem afirma isso é Rodolfo D'Onofrio, o próprio presidente do River Plate. Em entrevista ao jornal espanhol El País, o dirigente fez duras críticas aos incidentes que tiraram o jogo da Argentina e o levaram à Espanha. Para ele, o sistema de segurança da Argentina fracassou ao tentar garantir a realização da partida, que estava marcada para acontecer no Monumental de Núñez em 24 de novembro.

   Ficha técnica

River Plate
Armani; Maidana, Lucas Martínez, Pinola e Casco; Palacios, Exequiel Palacios, Enzo Pérez e Gonzalo Martínez; Lucas Pratto e Borré. Técnico: Marcelo Gallardo

Boca Juniors
Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Pavón, Ábila e Villa. Técnico: Guillermo Barros Schelotto

Local: Santiago Bernabéu (Madrid)
Horário: 16h30 (de Recife)
Árbitro: Andres Cunha (URU)
Assistentes: Nicolas Taran e Nicolas Taran (ambos do URU)

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