Roberto cita tropeços de times grandes para explicar início irregular do Náutico

Treinador ainda destacou que Timbu não pode ter rapidez, preço baixo e qualidade ao mesmo tempo

Treinador diz que é impossível ter qualidade, rapidez e preço baixoTreinador diz que é impossível ter qualidade, rapidez e preço baixo - Foto: Reprodução/Instagram

O Náutico não demorou a perceber que 2018 será um ano de muita pressão. Um peso herdado do passado, mas que será carregado por quem decidiu assumir a missão de reconstruir o clube. Em apenas duas semanas de bola rolando, o Timbu disputou cinco partidas. Venceu uma, perdeu outra e empatou três. As limitações apresentadas neste início de ano não são escondidas pelo técnico Roberto Fernandes. Mas ele já tem sua versão para os fatos. Para cada parte que integra o clube, algo está faltando. Tempo ao treinador, paciência à torcida e crescimento técnico ao time.

Após a derrota por 3x0 para o Central, no Lacerdão, pela segunda rodada do Campeonato Pernambucano, o treinador postou em uma rede social uma colagem de notícias destacando os deslizes de vários times grandes do Brasil neste início de temporada. Na visão do técnico, irregularidades no começo do trabalho são naturais para todos. Derrotas de Grêmio, Vasco e Fluminense, além de empates de São Paulo e Cruzeiro foram citados. "Isso (tropeço) não é exclusividade nossa. O salário de Fred paga o ano todo da Caldense e o Cruzeiro empatou em 0x0 no Mineiro", apontou.

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Antes mesmo de ser batido em Caruaru, Roberto já pedia paciência para os torcedores. "Se eu estivesse no papel deles, também pediria reforço. Mas durante os 90 minutos não adianta a cada jogada errada pedir pra tirar alguém. Não podemos sonhar com Messi e Cristiano Ronaldo se eles não estão aqui. Isso (cobrança) só ajuda o adversário”, frisou.

Paciência para os alvirrubros e tempo para Roberto. Com poucos treinamentos e uma sequência de três jogos em cinco dias, o treinador sempre deixou claro em suas entrevistas que o pouco espaço para trabalhar estava prejudicando a evolução alvirrubra. Segundo ele, com o decorrer das partidas a equipe vai melhorar o entrosamento e os atletas poderão mostrar um nível técnico maior – como exemplos foram mencionados os casos do meia Wallace Pernambucano e Fernandinho.

Ainda assim, na postagem feita em sua página, o treinador deu a entender que uma “equação”, inalcançável na opinião dele, tem freado a possibilidade de uma exibição melhor. "Qualidade, preço baixo e rapidez. Escolha duas. Impossível ter as três. Não existe qualidade com rapidez e preço baixo. Quantos treinadores ao longo desses 14 anos dirigiram o clube sem conquistar um título? Todos eram ruins?", questionou.

Preencher cada uma das lacunas citadas é o que Náutico deseja fazer já nesta quarta (24), no Clássico dos Clássicos diante do Sport, na Arena de Pernambuco, pela terceira rodada do Estadual.

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