Roberto diz que só trabalho pode tirar Náutico da zona

Técnico alvirrubro não esconde insatisfação com o atual momento do clube, mas acredita em reviravolta na Série C

Roberto Fernandes na partida entre Náutico e Confiança na Arena PernambucoRoberto Fernandes na partida entre Náutico e Confiança na Arena Pernambuco - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Quatro jogos, um empate e três derrotas. A vida do Náutico na Série C é pra lá de complicada. Neste sábado (5), o Timbu foi goleado pelo Confiança, na Arena de Pernambuco, por 4x2, e segue na lanterna na competição nacional. Em entrevista coletiva depois do jogo, o técnico Roberto Fernandes tentou arrumar explicações para a atual fase da equipe da Rosa e Silva, e acredita que somente trabalhando vai poder tirar o clube pernambucano desta fase incômoda. E não esconde as cobranças dentro da instituição.

“Futebol é um processo. Primeiro tem que estar bem fisicamente para depois melhorar tecnicamente, para fluir. Não existe time bom sem preparação. A cobrança existe, mas tudo é discutido em reunião. Temos que esperar o melhor, mas preparado para o pior. Nosso momento não é nenhuma surpresa. Não quero atrapalhar a vida do Náutico. Não conheço nenhuma equipe que conseguiu acesso, e que teve 60, 70 jogadores e mais de cinco técnicos. Minha cabeça está voltada para trabalhar para sair desta situação. O resultado não está vindo, mas vamos tentar mudar este ciclo”, declarou o técnico alvirrubro, que ainda lembrou de sua passagem pelo Confiança na última temporada, para dar esperanças ao torcedor do Timbu.

“Quando eu assumi o Confiança, ano passado, faltavam seis jogos e ele estava na zona. Acabamos classificados. A Série C é assim. Se vence duas, três seguidas, muda de patamar. Temos que trabalhar forte.”

Sobre o futebol apresentado nos últimos jogos, Roberto não quis dar desculpas, mas acredita que alguns atletas que estão no “estaleiro” fazem falta no momento.

“Em momentos que a equipe faltou com alguma condição da parte técnica, se superamos, durante a temporada, na força e determinação. Hoje não estamos conseguindo fazer isso. Os jogadores que conseguiam desempenhar este papel estão no departamento médico. Os que chegaram, ainda não estão aptos darem 100%. É nítido que nesse aspecto estamos abaixo das outras equipes na competição, por um contexto na forma geral. Não esperávamos que os reforços estreassem tão precipitadamente. Hoje, o Breno voltou para o segundo tempo de forma precipitada. Ele estava vetado. Eu ia colocar o Régis ou Negretti pra zaga. Isso não é desculpa, é o momento que vivemos”, falou.

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