Roberto exige “personalidade e tranquilidade” ao Náutico

Treinador viu evolução ofensiva, mas lamentou erros defensivos na bola parada  

Treinador citou exemplos de outros clubes que estão com dificuldades em 2018Treinador citou exemplos de outros clubes que estão com dificuldades em 2018 - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Três jogos, três empates. Não foi desta vez que o Náutico encerrou os 90 minutos de jogo com um triunfo em 2018. Mesmo com a vantagem no placar por duas vezes, o Timbu ficou apenas no 2x2 com o Altos, na Arena de Pernambuco, nesta quarta (17), pelo Grupo C da Copa do Nordeste.  Na avaliação do técnico Roberto Fernandes, o Timbu mostrou evolução no aspecto ofensivo, mas pecou defensivamente. Sem querer revelar os maiores problemas técnicos e táticos da equipe, o treinador resumiu o que, em sua opinião, tem faltado ao elenco: “personalidade e tranquilidade”. Confira os principais trechos da entrevista.

Insatisfação
Não estou satisfeito nem com o resultado, nem com o desempenho. Não é fácil partir do zero dentro de uma temporada e, além disso, iniciar com a necessidade de ganhar os jogos. Se o time não passa do Itabaiana, estaria fora da Copa do Nordeste. Por questão de nome, teríamos que ganhar do Altos. Isso (pressão) atrapalha um pouco.

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Bola parada
Tudo que não produzimos nos dois primeiros jogos, produzimos hoje. Fizemos dois gols de bola trabalhada. Finalizamos o dobro do adversário, 12 a 6, mas caímos em uma arma importante: bola parada. Apenas no jogo do Ceará contra o Salgueiro os gols saíram de bola rolando. Todos os outros tiveram gols de bola parada. Alertei isso na preleção, para que tivéssemos concentração no momento defensivo e ofensivo. Faltou posicionamento melhor no primeiro gol, além da agressividade. Não atacamos a bola. Na segunda, na falta, foi uma cobrança distante. O lance que originou a falta foi uma questão de desatenção defensiva. O atacante saiu para receber na zona intermediária e não foi acompanhado.A barreira não saltou. O cara acertar um chute por baixo da barreira seria um feito inédito. Ela não saltou para diminuir o ângulo. Pela distância, acho que Jefferson ficou mais no outro canto. Mas infelizmente aconteceu.

Personalidade e tranquilidade
Estávamos sendo cobrados, alertados por conta da produtividade ofensiva. Conseguimos fazer dois gols com a bola rolando, de forma trabalhada. Em compensação levamos dois gols. Algumas coisas nós já observamos que não são erros isolados, mas sim deficiências. Precisamos corrigir. É preciso equilíbrio, mas também a junção de personalidade e tranquilidade. Desde que começamos, parece que estamos de cabeça para baixo, começando o fim. Todo jogo tem o “tem que ganhar” e precisamos trabalhar com essa pressão. 

Expulsão
Atrapalhou. Estávamos com agressividade pelos lados, jogando mais vertical. Mas num lance...eu preciso rever, não sei se houve intenção do Rafael. Ele entrou com força para cabecear a bola e não vi se ele usou o cotovelo. Naquele momento, a expulsão prejudicou mais quem precisava construir do que quem precisava se defender. 

Deficiências
Você repreende internamente e elogia externamente. Não vou falar dos erros para dar munição para ninguém. Temos um análise de desempenho bom e algumas coisas começam a se repetir. Deixou de ser um erro ocasional para ser uma deficiência.

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