Roberto Fernandes esquece Timbu e comenta sobre temperamento

Treinador Roberto Fernandes se mostrou bem humorado na sua primeira entrevista coletiva no comando do Santa

Roberto Fernandes em sua apresentação oficial no Santa Cruz Roberto Fernandes em sua apresentação oficial no Santa Cruz  - Foto: Daniel Lima/Folha de Pernambuco

Apresentado oficialmente, o técnico Roberto Fernandes concedeu a sua primeira coletiva no Santa Cruz, na tarde desta quinta-feira (24), no estádio do Arruda. Antes de iniciar a entrevista, ele falou com os jornalistas em tom de brincadeira: “Olha as perguntinhas, se liguem”, sorriu. Logo depois, se alongou nas colocações, como de praxe, após as perguntas da imprensa.

Questionado sobre o fato de ser torcedor declarado do Náutico, onde trabalhou quatro vezes (2007, 2008, 2010 e 2017-2018), o profissional deixou o rival de lado. Para ele, a troca de casa é uma mudança que faz parte do futebol e citou exemplos parecidos que vivenciou na carreira.
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“Não é a primeira vez que isso acontecesse na minha carreira. Troquei o América/RN pelo ABC/RN. E a minha estreia pelo ABC foi logo num clássico contra o América/RN (entre 2012 e 2013). O torcedor não é bobo. Não adianta ficar beijando o escudo do clube. Isso é permitido para os atletas que têm uma longa vida de serviços prestados no time. Com essa rotatividade natural no futebol, é preciso ter respeito e dignidade pelas instituições. Em Natal, o torcedor acha que eu sou torcedor do América/RN porque tratei o clube com respeito, mas fiz isso também no ABC. Pelo trabalho que fiz no ABC, a torcida me respeita mesmo achando que eu torço para o América/RN. Não posso fugir do respeito. O Santa não foi contratar um torcedor, ele foi em busca de um profissional da área e que tem conhecimento da competição e faz o perfil”, declarou.

Roberto Fernandes também lembrou de treinadores que são torcedores apaixonados por seus respectivos clubes. Inclusive, um deles é Luxemburgo, que dirigiu o Sport no ano passado.

“A única coisa que me incomoda, na minha vida como um todo, é me tratarem de forma diferente dos demais. Vanderlei Luxemburgo, por exemplo, é torcedor declarado do Flamengo. Perguntaram numa entrevista algo sobre Flamengo e Sport... Ele cortou logo e nunca mais falaram no assunto, mas comigo sempre volta à tona. Todo mundo tem um time pra torcer. Não existe dúvida quanto à identificação de Renato Gaúcho pelo Grêmio e Parreira pelo Fluminense, entre tantos outros, mas parece que o carro-chefe de Roberto Fernandes é esse. Não falam do jejum de 13 anos que consegui encerrar com o Náutico. Não falam do jejum do Remo, de oito anos, e do América/RN, também de oito anos. O foco sobre mim é sempre o lado torcedor ou o temperamento. Pela sexta vez, vou trabalhar em dois clubes da mesma cidade”, rebateu.

TEMPERAMENTO

Em relação ao seu comportamento no dia a dia com o elenco e a diretoria, o novo treinador do Santa comentou sobre o seu extracampo após ser demitido do Náutico durante a Série C. Ele ainda minimizou o seu jeito "durão". 

"Não é crítica, mas muito disso tudo é direcionado pela própria imprensa. No início desta semana estive em um programa em São Paulo em que desafiei quem estava lá a dizer quem falava mais palavrão eu ou o Bernardinho (técnico de vôlei). Quem fazia mais expressões, caras e bocas, e quem gritava mais.  Nem se fala isso dele, só valorizam as coisas boas”, pontuou. 

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