Roberto não confirma time, mas descarta surpresas no Náutico

A única provável alteração na equipe que encara o Central na final do Campeonato Pernambucano é a entrada de Wendel na vaga de Josa, lesionado

Após ser campeão pernambucano, Roberto Fernandes foi demitido do Náutico durante a Série CApós ser campeão pernambucano, Roberto Fernandes foi demitido do Náutico durante a Série C - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Os últimos treinos do Náutico antes da partida da final do Campeonato Pernambucano, contra o Central, na Arena de Pernambuco, foram fechados. Mas isso não significa que o Timbu esteja preparando grandes surpresas para o confronto. Esse pelo menos é o discurso do técnico Roberto Fernandes.

"Vou mudar o quê? O modelo de jogo, a atitude tem que ser a que nos trouxe aqui até a final. Posso mudar uma peça ou outra, mas ela vai entrar com o mesmo intuito. A nossa postura na Arena fez com que o time ficasse com 100% de aproveitamento em casa e não vamos mudar isso”, afirmou. “Muitas vezes a equipe que constrói a vitória não é a que começou, mas sim a que foi modificada. No primeiro jogo da final, por exemplo, fizemos um segundo tempo melhor que o primeiro tempo. E isso aconteceu após as modificações no intervalo. Quem vai iniciar o jogo, já sabe que vai e o que precisa fazer”, completou, escondendo a escalação titular.

Roberto também declarou que não espera novidades no lado adversário. “O Central tem uma equipe formada por bons jogadores, experientes, além de um treinador que dispensa comentários em relação a jogos como esse. Não acho que a equipe vai jogar mais aberta ou fechada, mas sim da mesma forma que jogou antes. Não acho que terá surpresas nem de um lado, nem de outro”, apontou.

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Para o confronto, a única mudança na equipe titular do Timbu deve ser a entrada de Wendel na vaga de Josa, vetado por conta de uma lesão no joelho esquerdo. Ainda assim, o treinador preferiu não ratificar a alteração.

“Wendel tem vantagens e desvantagens. Tem a favor dele a experiência. Uma vez ele falou algo que me impactou. Ele tem 18 títulos na carreira. Uma média de um por ano. Precisamos valorizar isso”, indicou. “O Náutico foi a equipe que mais utilizou jogadores no Pernambucano e ficou em primeiro. Todos defenderam as cores do clube da melhor forma possível. Seja lá quem for iniciar a partida, o importante é que terá nossa confiança”, frisou.

Sabor especial?

Antes de iniciar a carreira de treinador, Roberto Fernandes era figura cativa das arquibancadas dos Aflitos. Torcedor assumido do clube, o profissional não escondeu que uma conquista pelo Náutico teria um gosto especial.

“Significaria muito, mas eu procuro ter uma conduta muito similar a que tive nos últimos títulos que venci. Lógico que ser campeão no seu estado natal e por um clube com identificação grande terá um sabor especial. Mas isso não vai interferir no trabalho”, concluiu.

 

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