Roberto reconhece má fase de Daniel, mas defende atleta

Centroavante não conseguiu fazer bons jogos pelo clube, ficando atrás dos garotos da base

Daniel ainda não balançou as redes pelo NáuticoDaniel ainda não balançou as redes pelo Náutico - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Centroavante mais experiente do elenco do Náutico, Daniel Bueno, de 34 anos, chegou ao clube em janeiro com a missão de ser a referência no setor. Após dois meses, oito partidas disputadas e nenhum gol marcado, o atleta tem seu futuro indefinido no Timbu. Entre os dois momentos, é preciso entender o contexto da situação.

Daniel foi titular nos dois primeiros jogos do ano, contra o Itabaiana/SE, pela pré-Copa do Nordeste. Não balançou as redes, mas ainda assim foi escolhido para jogar contra o Altos/PI, no pontapé inicial da fase de grupos. A partida terminou 2x2, mas ele manteve seu jejum.

Daí por diante, o atleta perdeu espaço para Wallace Pernambucano, meia improvisado no ataque. Seu concorrente marcou gols importantes, como no clássico contra o Sport, e diminuiu o espaço de Daniel. Para piorar, os pratas da casa Odilávio e Tharcysio também balançaram as redes em 2018.

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Daniel atuou ainda em mais quatro partidas, duas pela Copa do Brasil (contra Cordino e Fluminense) e duas pelo Campeonato Pernambucano (diante de Central e Pesqueira). Com atuações apagadas, o atleta que se destacou por gols em equipes do interior de São Paulo e de países como Iraque e Polônia colocou seu futuro em xeque no Náutico.

"O camisa nove, assim como o camisa um, são as duas posições talvez mais emblemáticas no futebol. Um exemplo é a chegada de Luiz Carlos (goleiro) porque o Bruno oscilou em alguns jogos. Mas de lá pra cá, ele tem feito defesas em momentos importantes. Luiz Carlos agora vai aguardar a vez dele. O camisa nove também é muito isso. Daniel Bueno é um jogador que caso não encaixe no Náutico, eu tenho certeza que ele não fica 48 horas desempregado. O problema é que ele não se encontrou ainda”, explicou o técnico Roberto Fernandes.

O treinador também procurou defender o centroavante, apontando que uma característica em particular não tem sido explorada pelos companheiros de posição para ajudar Daniel.

“Ele é centroavante de área e precisa da bola de linha de fundo. Mas a característica dos laterais que estão atuando não é de efetividade na linha de fundo. Por isso está complicado", completou.

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