Ronaldinho Gaúcho abrirá escolinha de futebol em Israel

A escolinha de Ronaldinho Gaúcho começará em Jerusalém com uma série de colônias de férias durante julho e agosto

Ronaldinho GaúchoRonaldinho Gaúcho - Foto: Franck Fife/AFP

Crianças emocionadas com pais ainda mais entusiasmados. Assim foi recebido o ex-craque brasileiro Ronaldinho Gaúcho, 38, no campo do time de futebol israelense Betar Nordia, em Jerusalém, no dia 26 de abril. Todos queriam ver de perto o ídolo brasileiro e, quem sabe, ser inspirado por ele.

O anseio dos fãs poderá ser parcialmente correspondido em julho, quando o ex-jogador, que anunciou sua aposentadoria em janeiro, abrirá sua Academia de Futebol Ronaldinho em Israel.

A escolinha começará em Jerusalém com uma série de colônias de férias durante julho e agosto, o recesso escolar de verão em Israel - que incluirá treinos, passeios e encontros com jogadores locais.

Em setembro, no entanto, passará a criar turmas com alunos dos 6 aos 16 anos. Formar uma nova geração de jogadores é um sonho antigo, segundo o ex-jogador:

"Muito antes de acabar a minha carreira, eu já tinha isso bem claro", disse Ronaldinho, em Jerusalém. "Tomo isso como uma forma de devolver o que o futebol me deu. Dar chance a outros que também sonham em ser jogador de futebol. Estou feliz da vida de poder ter a minha escolinha aqui".

Ronaldinho já abriu escolinhas com seu nome em sete países, segundo o site oficial da Ronaldinho Soccer Academy (RSA): Dubai, Arábia Saudita, Egito, Coreia, Índia, Azerbaijão e Estados Unidos. Mas busca parcerias em outros países, inclusive sul-americanos.

O objetivo, em Israel, é contar com 250 a 300 pupilos só no primeiro ano e dobrar esse número até 2020. Ronaldinho se comprometeu a retornar ao país regularmente, para acompanhar o avanço.

"Espero voltar antes dos frutos, eu quero participar do início", disse Ronaldinho. "Tu vê que as pessoas amam muito o futebol. Artistas, jovens e crianças, todos juntos, amando o que eu amo e amei a minha vida inteira. Isso é o que mais me dá vontade de fazer, a minha escolinha de futebol".

Em Israel, a ideia é ter filiais em várias cidades e não apenas em Jerusalém, em parceria com diversos clubes e prefeituras.

O modelo prevê um trabalho em conjunto com escolas e a participação de uma equipe multidisciplinar de psicólogos, treinadores, coordenadores técnicos e olheiros. No programa, cidades judaicas, árabes e mistas.

"O que atraiu o Ronaldinho a Israel é a ideia de poder entrar no país para fazer uma ligação entre as pessoas", diz Rozenszajn o advogado carioca Mauro Rozenszajn, 36, CEO da MRA-7 Sport, empresa licenciada e gestora da marca Ronaldinho Soccer Academy em Israel.

"A marca registrada do Ronaldinho é uma forma de jogar alegre, com semblante feliz, com qualidade e objetividade. Nossa ideia e formar pessoas e não apenas jogadores. Israel recebe muitos imigrantes e o futebol e um grande agregador", completou.

Mauro planeja abrir filiais também em cidades com população de judeus ultraortodoxos, extremamente religiosos.

"As pessoas acham que judeus religiosos não gostam de esporte. Não é verdade. As crianças são apaixonadas por futebol como em todo o mundo", conta.

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