Rosberg corre com a mão na taça

Alemão lidera Mundial de Fórmula 1 e será campeão, hoje, se chegar em terceiro lugar no GP de Abu Dhabi

Cientista político Hely FerreiraCientista político Hely Ferreira - Foto: Folha de Pernambuco

Está com as horas contadas a briga que movimentou o mundo da Fórmula 1 desde o dia 20 de março, quando Nico Rosberg venceu o GP da Austrália, dando início a uma sequência de quatro vitórias seguidas. Depois de ficar para trás na rivalidade com Lewis Hamilton por duas temporadas, o alemão entrou em 2016 com a faca entre os dentes, brigando por cada centímetro em cada curva e agora pode conquistar seu primeiro título com um "simples" terceiro lugar hoje no GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, às 10h (do Recife). Simples por que, das 20 corridas já realizadas, ele só ficou de fora do pódio em cinco, e nas últimas oito provas, o pior resultado foi justamente um terceiro lugar conquistado na Malásia. A Hamilton só resta a vitória e torcer por um tropeço do rival. O inglês tem 355 pontos, 12 a menos que o líder alemão.

Enquanto os carros não alinham no grid, a briga é psicológica, e o primeiro ataque foi de Hamilton, dizendo ser improvável o título. Na nota prévia da corrida, divulgada pela Mercedes, o inglês disse que não vai desistir, mas que tem "chances bastantes impossíveis" e deu um ar de fim de festa. "Você nunca sabe o que pode acontecer, por mais improvável que possa ser. Estou orgulhoso de mim e do que alcancei, então sinto que dei tudo de mim e fiz o meu melhor", afirmou.

Por outro lado, Rosberg se mostra ansioso, apesar de dizer que vai encarar a corrida como qualquer outra. "Eu tenho mesmo que tratar isso como qualquer outra corrida. Fazer um bom trabalho em um grande fim de semana é sempre um desafio", despistou. A ansiedade aumenta quando o alemão lembra da corrida de Abu Dhabi do ano passado. "Tenho ótimas lembranças nesta pista do ano passado e também é um lugar em que sempre fui forte, então tenho todas as razões para me sentir confiante. Quanto mais perto fica do fim de semana, mais animado eu me sinto", acrescentou.

Até chegar à última corrida nessa posição confortável, Nico, além de iniciar a temporada de forma arrasadora, manteve bons resultados, o que lhe tirou da liderança por apenas três etapas e contribuiu para ele não cair mais que a segunda posição no campeonato de pilotos. Mesmo quando Lewis obteve quatro vitórias seguidas, nas corridas da Áustria, Grã Bretanha, Hungria e Alemanha, a diferença na competição não foi mais que 19 pontos, enquanto o alemão chegou a abrir 43 pontos de vantagem sobre o inglês no início e quase foi campeão já no GP do Brasil, há duas semanas.

O mais curioso é que o mesmo fator que fez os dois pilotos da Mercedes deslancharem em relação aos adversários - o carro -, desequilibrando a competição, agora vai fazer com que a decisão fique por conta do talento e da estratégia dos pilotos e seus respectivos engenheiros, como deveria ser sempre no automobilismo. Rosberg e Hamilton têm exatamente o mesmo carro e as mesmas condições colocadas pela equipe alemã, que já conquistou o tricampeonato mundial entre os construtores e agora espera para saber qual dos seus pilotos vai ser campeão, situação que se repete também pela terceira temporada consecutiva.

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