Sampaio Corrêa tenta no STJD interdição dos Aflitos para a final

Tubarão e Federação Maranhense de Futebol alegam que o estádio não oferece segurança suficiente para a realização do duelo

Aflitos foi a arma do Náutico na decisãoAflitos foi a arma do Náutico na decisão - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

O noticiário esportivo do Náutico está novamente vinculado a assuntos jurídicos. Nesta quarta (25), o Sampaio Corrêa e a Federação Maranhense de Futebol (FMF) entraram com um pedido no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para que o primeiro jogo da final da Série C 2019, marcado para o domingo (29), às 16h, nos Aflitos, seja realizado na Arena de Pernambuco. O Tubarão e a entidade citam a invasão de campo no estádio alvirrubro, nas quartas de final, contra o Paysandu, e o baixo efetivo da Polícia Militar, no duelo diante do Juventude, nas semifinais, como indícios de que o local não oferece a segurança necessária para a realização do evento.

No documento, o Sampaio inicia citando a súmula do árbitro Leandro Vuaden na partida da volta das quartas de final, contra o Paysandu, em que há o relato da invasão da torcida alvirrubra ao gramado após o Timbu conseguir o acesso á Série B. Os maranhenses repetem o discurso do Papão de que atletas e funcionários do clube paraense foram hostilizados e que um dos membros da comissão técnica foi agredido com uma garrafada. “Era uma situação de comemoração, mas se fosse uma situação de revolta, a integridade de todos estaria em grande risco”, diz o texto.

O outro argumento dos maranhenses é referente ao trabalho da Polícia Militar no jogo da volta das semifinais, contra o Juventude. Por conta do show da banda Bon Jovi, na mesma data, no Arruda, o órgão enviou poucos profissionais para a partida, gerando queixa dos próprios dirigentes do Náutico. Anteriormente, a PM havia solicitado a mudança do dia da partida. Decisão acatada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), mas que foi cancelada após medida de segurança conquistada pelo jurídico do clube.

"Um estádio não pode depender apenas dos agentes de segurança para evitar um tumulto. Deve conter infraestrutura de segurança suficiente para evitar o acesso direto – o que não existe nos Aflitos, onde a torcida tem apenas uma leve mureta entre as cadeiras e o gramado", apontam os maranhenses.

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“A única forma de garantir a segurança requerida é determinando que a partida seja realizada em outro local adequado, tal como a Arena Pernambuco, que possui estrutura para grandes eventos esportivos, o que não retira do Náutico o mando de campo. Não se pode esperar acontecer a morte de torcedores ou atletas no estádio para que sejam tomadas as providências devidas".

Náutico

De acordo com o advogado que representa o Náutico, Osvaldo Sestário, o pedido não deve ser acatado pelo STJD. “Não chegou nada até o momento e, se chegar, eu não acredito que os Aflitos corra risco de interdição. Isso só aconteceria se houvesse problemas estruturais no estádio e não por conta de uma invasão como foi o caso”, indicou.

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