Santa Cruz joga primeira 'decisão' contra o Operário/PR
Santa Cruz conta com o apoio maciço do alçapão tricolor para largar com vantagem na disputa ante a equipe paranaense
“Tradição e camisa não têm peso” é um dos discursos mais utilizados pelo técnico Roberto Fernandes. Mesmo com o favoritismo descartado, o Santa Cruz tem uma responsabilidade maior para conquistar o acesso à Série B do que o Operário/PR. Neste domingo, às 17h, o estádio do Arruda deve receber o seu maior público em 2018 e também estar lotado para os primeiros 90 dos 180 minutos do mata-mata entre pernambucanos e paranaenses, pelo jogo de ida das quartas de final do Campeonato Brasileiro da Série C.
“Se a gente pegar a história, os títulos, o número de torcedores, a quantidade de participações na Série A, é evidente que o Santa é maior. Mas grandeza não quer dizer nada. Dentro de campo, tudo se equilibra. Vamos fazer o nosso jogo do ano e temos consciência disso”, declarou o treinador em entrevista coletiva.
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Prestes a disputar a primeira decisão pelo Tricolor, o comandante espera salvar o ano no quarto mata-mata do clube, que acumula três eliminações precoces em sistema eliminatórios na temporada - caiu na 1ª fase da Copa do Brasil para o Fluminense/BA (jogo único, em Feira de Santana), nas quartas de final do Campeonato Pernambucano para o Sport (partida única, na Ilha do Retiro) e da Copa do Nordeste para o ABC/RN (ida e volta). Vale lembrar que Roberto Fernandes não dirigia o Santa nesses insucessos.
“O Santa formou uma equipe nova para este ano e começou do zero. Mas amadureceu com a sequência de jogos. Chegamos agora numa condição diferente das anteriores. Estamos mais preparados”, comentou.
O fim do gol qualificado como critério de desempate no mata-mata (peso maior do tento fora de casa) dá mais tranquilidade aos tricolores. Com a meta de construir o resultado logo na primeira partida, os jogadores do elenco querem aproveitar o fator casa - apoio da torcida e pressão do Mundão - para fazer um bom placar e levar uma vantagem para Ponta Grossa, local do confronto de volta.
“Hoje no futebol é muito difícil aplicar uma goleada. Quando acontece, é consequência de jogo. Sabemos que há caminhos que facilitam, como fazer um gol logo no início da partida. O que não pode haver é desequilíbrio e desorganização. O caminho é pressionar de forma organizada para que a gente possa construir o placar que nos interessa. Se vencermos por um resultado amplo, melhor. O primeiro objetivo é sair do Recife para o segundo jogo com uma vitória”, ponderou.
Sem perder há três jogos (duas vitórias e um empate), o Santa Cruz encerrou a fase de grupos na 3ª posição da Chave A, com 28 pontos. O aproveitamento dentro de casa na Série C é de 63% (cinco vitórias, dois empates e duas derrotas em nove jogos como mandante, sendo oito no Arruda e um na Arena de Pernambuco).
Adversário
Melhor visitante do Grupo B - quatro vitórias, dois empates e três derrotas (aproveitamento de 51,9%) - e classificado ao mata-mata com quatro rodadas de antecedência, o Operário/PR terminou a primeira fase na 2ª colocação, com 35 pontos em 18 jogos.
Comandado pelo técnico Gérson Gusmão há dois anos, a equipe do Sul é estruturada, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e cerca de cinco mil sócios, além de receber ajuda financeira da prefeitura. No ano passado, os paranaenses conquistaram o acesso à Série C e foram campeões da Série D. Nesta temporada, o clube está invicto dentro de casa (15 vitórias e três empates em 18 partidas).
Ficha técnica:
Santa Cruz
Ricardo Ernesto; Vítor, Sandoval, Danny Morais e Allan Vieira; Willian Maranhão, Carlinhos Paraíba (Charles) e Arthur Rezende; Jaílson, Pipico e Robinho. Técnico: Roberto Fernandes.
Operário/PR
Simão; Léo, Alisson, Sosa e Peixoto; Chicão, Índio e Robinho; Lucas Batatinha, Cleyton e Bruno Batata. Técnico: Gérson Gusmão
Local: estádio do Arruda (Recife/PE)
Horário: 17h
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ/FIFA)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (ambos do RJ/FIFA)
Transmissão: CBF TV
