Santa Cruz mostra transparência em ações no início de 2019

Por resgate da credibilidade com a torcida, presidente Constantino Júnior promete detalhar atos do Santa em sua gestão

Constantino Júnior, presidente do Santa CruzConstantino Júnior, presidente do Santa Cruz - Foto: Santa Cruz/divulgação

 

Desde que assumiu o Santa Cruz, ainda no fim de 2017, o presidente Constantino Júnior prometeu transparência para reconquistar a credibilidade com a torcida. No primeiro ano da gestão, o clube lançou um portal da transparência para divulgar receitas e custos, no mês de maio de 2018, mas, de lá pra cá, o site ainda não passou por atualizações. Segundo o diretor de marketing Guilherme Leite, novos dados serão acrescentados este mês.

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Após ações tímidas de transparência no ano passado, o Santa iniciou 2019 diferente. O valor e o percentual da venda do zagueiro Eduardo Brito e da transferência do meia Geovani, por exemplo, foram divulgados oficialmente no site oficial do clube. De acordo com o presidente Constantino Júnior, a clareza nas negociações vai permanecer ao longo do seu mandato, esclarecendo os detalhes das transferências.

Eduardo Brito teve 50% dos direitos econômicos comprados pelo Bangu/RJ por R$ 260 mil, enquanto o Geovani foi emprestado de graça ao SC Sagamihara, da 3ª divisão do futebol japonês, até o mês de dezembro deste ano. O clube asiático arca com o salário integral do atleta. Caso o meio-campista seja vendido em definitivo durante o período de cessão - estipulado o valor de U$ 500.000,00 para compra -, o Santa Cruz tem direito a 50% da transação.
O ato mais recente da diretoria tricolor foi o pagamento das regularizações dos jogadores para a disputa das competições com a verba das adesões ao programa de sócios Tricolor de Coração, que, um ano depois de ser lançado, passou por uma reformulação na semana passada. A receita arrecadada pela campanha nos últimos dias também foi utilizada para a compra dos materiais (cabeamento, tubos, disjuntores e conexões elétricas) de instalação do novo placar eletrônico, já com a topografia finalizada, além de pagar outras despesas correntes do clube, que serão detalhadas no portal da transparência.

Segundo informações apuradas pela Folha de Pernambuco, o clube gastou cerca de R$ 75 mil de regularizações e taxas, uma delas da Federação Pernambucana de Futebol (FPF). Durante a disputa do Estadual, a diretoria coral ainda banca as viagens sem qualquer subsídio, além dos valores em cima da renda dos jogos (bilheteria) e de arbitragem das partidas.

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