Santa Cruz usa falso 9 e sente carência de centroavante
Sem o ídolo Grafite, Júnior Rocha não tem atacante de referência em seu esquema tático e acaba sacrificando meias
Desde que chegou ao Santa Cruz, o técnico Júnior Rocha adiantou que não abriria mão de jogar com um atacante de referência em seu esquema tático. Mas a ausência de Grafite atrapalhou os planos do treinador, que ainda tenta achar uma solução para o problema. Pela falta de opção no elenco, o jeito foi sacrificar o experiente Daniel Sobralense e o garoto Jeremias, meias que atuaram como falso 9 contra o Confiança/SE e o Vitória/PE, respectivamente.
“Jeremias não reclamou e por isso fez a função. Conseguiu marcar o gol e foi feliz, mas é um atleta que ainda jogou muito pouco aqui. Com calma eu vou achando a posição ideal de cada um deles. Daniel Sobralense também fez um falso 9, mas não é a dele. Estamos sem referência”, explicou.
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O técnico Júnior Rocha deixou claro nas entrelinhas a necessidade da contratação de um centroavante, mas frisou que não é fácil achar um reforço para a posição. Além do mais, citou o lado financeiro apertado como empecilho. “Temos nossas dificuldades para contratar. Tem a questão de mercado e a parte financeira. Queremos reconquistar a credibilidade no mercado para fazer com que os atletas se interessem em jogar aqui”, comentou.
Reintegrado ao grupo no dia 3 de janeiro, o ídolo coral só realizou dois treinamentos e depois viajou a Dubai para resolver problemas particulares após pedir liberação à diretoria. Ele passou uma semana nos Emirados Árabes e retornou ao Recife no final de semana passada. Desfalque pelo terceiro jogo consecutivo, Grafite ainda precisa entrar em forma para ficar à disposição.

